quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A humanidade, como conhecemos, pode terminar em 2045, diz chefe de engenharia do Google

Fonte:https://enigmasdouniverso.com/a-humanidade-como-conhecemos-pode-terminar-em-2045-diz-chefe-de-engenharia-do-google/
Os robôs “irão atingir a inteligência humana em 2029 e a vida, como conhecemos, irá acabar em 2045”. Essa não é a previsão de um conspiracionista ou pessimista, mas sim do chefe de engenharia do Google, Ray Kurzweil. Ele disse que o trabalho que está acontecendo no momento irá “mudar a natureza da própria humanidade.”
Já o CEO do grupo japonês Softbank, Masayoshi Son, acredita que isso deve ocorrer em 2047. E tudo por conta de todas as complexidades que involvem a inteligência artificial (IA).
No momento, a IA está limitada a assistentes de voz, como a Siri ou Alexa, que aprendem com os humanos, as “coisas que você também irá gostar” da Amazon, máquinas como o Deep Blue, que já venceu grandes mestres do xadrez, entre outros exemplos.
Só que o Teste de Turing, no qual é testada a capacidade de uma máquina em exibir comportamento inteligente equivalente ao de um ser humano ou indistinguível deste, até hoje não teve muito sucesso. Até agora…

Os tipos de Inteligência Artificial

O que nós temos no momento é conhecido como IA Limitada (em tradução literal do termo Narrow AI), que é inteligente em fazer uma única coisa ou uma seleção limitada de tarefas.
Já a IA Geral, na qual robôs e humanos são comparáveis, é esperada para mostrar avanços e progressos na próxima década.
Eles se tornarão adaptáveis e serão aptos a conseguir executar diversas tarefas, da mesma forma que humanos possuem áreas em que são melhores mas também conseguem ter êxito fora delas. Esse será o momento em que as máquinas poderão ser verdadeiramente aprovadas no Teste de Turing.
O terceiro passo, agora, é a Super Inteligência Artificial. A SIA é a coisa que os filmes possuem obsessão, onde as máquinas são mais inteligentes e fortes que os humanos. Sempre pareceu ser um sonho distante e um fruto de nossa imaginação, mas as previsões estão mais perto de se concretizarem.
As pessoas poderão fazer o upload de sua consciência em uma máquina por volta de 2029, quando elas serão tão poderosas quanto o cérebro humano, e a SIA deve surgir, segundo previsões do Google, em 2045.

Teorias pessimistas

Já existem diversas teorias sobre o que isso pode significar, sendo que algumas são mais assustadoras que as outras.
“Nós projetamos nossa própria desilusão humanista no que a vida pode ser a vida (quando a inteligência artificial atingir a maturidade)”, disse o filósofo Slavoj Zizek.
“O básico do que é o ser humano irá mudar. Mas tecnologia nunca se suporta por conta própria. É sempre uma questão de relacionamentos e parte da sociedade”, complementou o filósofo.
A sociedade, no entanto, precisará alcançar e se equiparar a tecnologia. Se não conseguir, existe um risco de que ela nos ultrapasse e torne a sociedade humana irrelevante, em um cenário mais otimista, e extinta, no pensamento mais pessimista.
Uma das teorias garante que, uma vez que conseguirmos fazer o upload de nossa consciência em uma máquina, nos tornaremos imortais e não será mais necessário ter um corpo físico.
Já outra afirma que não conseguiremos acompanhar a verdadeira inteligência artificial, então a humanidade ficará para trás enquanto que a IA infinita irá explorar a Terra e/ou o Universo sem nós.
E uma terceira, que é a mais assustadora e já abordada nos filmes e séries de ficção científica, é que uma vez que as máquinas perceberem a natureza destrutiva da humanidade, elas tentarão nos eliminar para garantir sua existência.
Tal ideia já faz nos lembrar as cenas de filmes como Blade Runner e a série O Exterminador do Futuro, verdadeiros pesadelos distópicos.
“Durante o meu tempo de vida, a singularidade (ponto em que uma função ganha valor infinito por que é incompreensivelmente grande) irá acontecer”, disse Alison Lowndes, chefe de desenvolvimento de IA da empresa Nvidia.
“Mas por que todo mundo pensa que ela será hostil? Esse é o nosso cérebro assumindo que ela é má. E por que ela deveria ser? As pessoas estão apenas assustadas com a mudança”, complementou Lowndes.
A verdade é que muitas pessoas realmente ainda possuem receio desses avanços. Carros dirigidos por contra própria, que aprendem as nuances das estradas e rodovias, ainda assustam muitas pessoas. E se trata apenas da IA Limitada.
Mas deixar um carro dirigir sozinho é uma coisa, enquanto que permitir que uma máquina pense por nós é outra.
“O ritmo de inovação e do seu impacto na população está ficando rápida. Se você olhar os carros, por exemplo, foram necessários 50 anos para conseguir colocar 50 milhões de carros nas ruas. Se você observar as últimas inovações, elas levaram apenas alguns anos – como o Facebook – para ter o mesmo impacto.”, disse Letitia Cailleteau, chefe global de IA da empresa Accenture.
“O ritmo de inovação é rápido. A IA irá inovar rapidamente, mesmo que seja difícil prever o quão rápido isso será”, complementou Letitia.
Só que mesmo com tantas previsões catastróficas, ainda existem muitas incertezas.
Steve Pinker, cientista cognitivo da Universidade de Harvard, resumiu tudo de forma mais simples. “O aumento na compreensão do cérebro ou genética evolucionária nunca seguiu nada igual (o ritmo de inovação tecnológica). Eu não vejo nenhum sinal de que alcançaremos isso”, disse.
De qualquer forma, há aqueles que pensam que a humanidade já é parte dessa ideia.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Maconha e legalização: antes de falar asneiras se informe!


23 de junho de 2017 - 16:12:58
Se você fumou maconha (ou queimou, cheirou, injetou), por favor, leia este texto.
Mas não pegue no volante, porque a erva está relacionada ao aumento do número de colisões fatais, com o dobro de chances de acontecerem. No estado do Colorado, EUA, onde a droga é liberada, os acidentes aumentaram 100% de 2007 a 2012, segundo um estudo feito pelo diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida. Também em Washington, mais do que dobraram os acidentes de trânsito fatais provocados por maconheiros depois que a droga foi legalizada, saltando de 8% em 2013 para 17% em 2014. Não obstante, o limite máximo de Tetra-hidrocanabinol (THC) estabelecido para se dirigir com segurança é extremamente arbitrário e mais difícil de ser mensurado do que o definido para o álcool. Pelo menos é o que afirmam o British Medical Journal e a AAA Foundation for Traffic Safety.
O que é tetra-hidrocanabinol (THC)?THC é o principal componente ativo da maconha que tem mecanismo semelhante ao de uma substância produzida no organismo, chamada Anandamida. Ambas ativam receptores canabinóides tipo 1 (CB1) no cérebro, gerando, entre outros processos, um aumento na liberação de dopamina em algumas regiões cerebrais. Contudo, ao contrário da Anandamida, o THC leva de 5 a 8 dias para ser expelido totalmente do sangue, sendo algumas vezes mais potente. O problema, então, é que níveis elevados de dopamina alteram a atividade cerebral, levando a alucinações, delírios, acessos de ira e pânico e à diminuição da percepção de tempo e espaço, alguns dos sintomas típicos da esquizofrenia e do transtorno afetivo bipolar.
Esquizofrênicos ouvem vozes que incitam o suicídio, ficam sem expressão afetiva, têm visões horripilantes. Pessoas com transtorno bipolar alternam entre períodos intensos de depressão e euforia. E a maconha aumenta exponencialmente o risco de se desenvolver ambos os transtornos na fase que vai da adolescência aos 35 anos, segundo estudo da American Medical Association, maior organização americana de médicos e de estudantes de medicina. O estudo chama-se Cannabis Use and Earlier Onset of Psychosis. E também há outro, da mesma associação, cujo título é Neuropsychological Permormance in a Long-term Cannabis Users.
O THC vicia?Sim. Segundo alguns estudos, dentre eles o Adverse Health Effects of Marijuana Use, do New England Journal of Medicine, 9% das pessoas que experimentaram maconha apenas UMA VEZ tornaram-se dependentes, e de 25 a 50% das que fazem uso diário também.
E a maconha medicinal?A maconha tem pelo menos 400 componentes químicos, embora a grande maioria deles ainda careça de explicação científica acerca de seus efeitos no organismo. Assim, as pesquisas sobre o tema concentram-se em apenas alguns destes compostos, como é o caso do THC, já tratado acima, e do Canabidiol, ou CBD. Alguns estudos sugerem que o CBD não desencadeia efeitos psicoativos e é válido para o tratamento de inúmeras doenças como a esclerose múltipla, dores neuropáticas, câncer, epilepsia e mal de Parkinson. O importante em relação ao assunto, portanto, é entender que a maconha tem diversos componentes, sendo alguns deles psicoativos e outros não. Os primeiros, como é o caso do THC, geram dependência e acarretam graves disfunções ao sistema neurológico. Os segundos, tal qual o CBD, vêm apresentando efeitos benéficos no tratamento de patologias. Logo, pagar um traficante em troca de maconha ou utilizar os componentes psicoativos da erva é completamente diferente de procurar um médico para que ele receite um medicamento com um componente isolado, não-psicoativo, que foi testado e aprovado por organizações médicas e agências de saúde no mundo inteiro.
A liberação das drogas acaba com o tráfico e com a violência?É fácil supor que a descriminalização das drogas acabaria com a violência e com o tráfico, mas um traficante não está no ramo porque tem um apreço especial pelos entorpecentes. Traficante de verdade sequer fuma maconha. Ele planta, refina, distribui e comercializa porque isso rende lucros exorbitantes. Assim, um indivíduo que dedica sua vida a um crime hediondo – e a outros que precisa cometer para sobreviver – não deixaria de ser bandido porque recebeu autorização estatal para vender drogas. A escolha pelo tráfico é (i)moral antes de ser empreendedora e, por isso mesmo, nada garante que um traficante pediria aposentadoria da vida criminosa porque recebeu chancela do Estado.
No mais, a “droga legalizada” seria muito mais cara do que a “droga ilícita”, porque sobre ela incidiria todo o aparato legal de qualquer atividade econômica, aí incluídos direitos trabalhistas, processos, arrecadação tributária, etc. Então é óbvio que, para manter seus lucros, o traficante seguiria com sua atividade fora da burocracia que fatalmente seria criada com a legalização. Por outro lado, se o Estado monopolizasse para si o comércio, também nada faz supor que os traficantes iriam à falência, já que um bandido será sempre bandido e, portanto, escolherá outro ramo para investir na seleção quase infinita de crimes disponíveis no submundo.
Por isso é que a criminalidade também não diminuiria com a descriminalização. Pelo contrário. Aumentariam não só os crimes de outras modalidades cometidos pelos traficantes como aqueles derivados do vício das pessoas, tais quais agressões e furtos; sem contar a guerra entre os próprios traficantes, que seguiria intacta, como mostram os dados do Observatório Nacional Sobre Violência e Criminalidade do Ministério do Interior, do Uruguai: só no primeiro semestre, os assassinatos saltaram de 139, em 2013 (ano da liberação), para 154 em 2015, sendo 43% desse total oriundo do acerto de contas entre traficantes. No total para 2015, o país teve recorde histórico de homicídios, com 272 mortes
A liberação diminui o consumo?
Acreditar que a descriminalização levaria à redução do consumo é tão ingênuo e desonesto quanto supor que o número de estupros diminuiria se o estupro fosse liberado. É que esse argumento remete à (falsa) ideia de que a repressão leva os usuários a consumirem mais, muito embora a realidade venha exaustivamente demonstrando que a liberação das drogas ELEVA o consumo.
Por exemplo: em 2001, Portugal alterou a lei que criminalizava o uso de drogas, permitindo aos usuários portarem “a quantidade necessária para um consumo médio individual durante dez dias”, que seria algo próximo a 15g de cocaína ou 20g de maconha. Mas uma comparação entre os dados coletados no estudo Sinopse Estatística, do Serviço de Intervenção em Comportamentos de Vício e Dependências (SICAD) em 2001 e em 2014, demonstra o aumento substancial do consumo de drogas, especialmente de maconha e entre adultos de 24 a 35 anos, de 12,9% para 15,9%.
Também outra publicação, o Relatório Europeu Sobre Drogas, publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), revela que o consumo de maconha entre estudantes de 15 a 16 anos subiu de 8% em 2001 para 16% em 2016. E ambos os estudos asseveram que o uso de drogas não só em Portugal, mas em toda a Europa, segue aumentando cada vez mais, inclusive com novos tipos de substâncias surgidas recentemente no mercado.
Mas nem só no Velho Continente o consumo de drogas têm aumentado após a legalização.
No Uruguai, que em 2013 flexibilizou as leis sobre o uso dando ao Estado o controle sobre a produção, consumo e distribuição de maconha, além de permitir o auto-cultivo, o consumo de maconha aumentou consideravelmente entre 2011 e 2015 nas três métricas utilizadas pela Junta Nacional de Drogas (JND), que publicou a VI Encuesta Nacional en Hogares sobre Consumo de Drogas. Entre pessoas de 15 a 65 anos, o consumo por toda a vida passou de 20 para 23%. Nos últimos 12 meses, de 8,3 para 9,3%. E nos últimos 30 dias, de 4,9 para 6,3%. Isso tudo sem contar com os dados do Instituto Técnico Forense, que recebe as drogas apreendidas pelas operações policias. Eles demonstram que a liberação da maconha aumentou o consumo de outras substâncias psicoativas, como o ecstasy e a cocaína, baseado na quantidade cada vez maior de apreensões dessas drogas. Em 2014, foram aprendidos apenas 40 gramas de ecstasy. Um ano depois, 17 kilos. Por fim, também o Ministério da Saúde uruguaio, em parceria com a JND, apresentou novos dados sobre a apreensão de drogas sintéticas no país, demonstrando que houve um aumento de 7 vezes em relação aos anos anteriores.
A quem interessa a liberação?Para onde quer que se olhe, a questão das drogas nada tem a ver com garantias individuais ou com saúde pública. Na década de 50, Mao Tse-Tung já proibia o ópio em território nacional sob a alegação de não contaminar o próprio povo, embora tenha entupido os países vizinhos com a droga, isto é, fez dela um armamento químico de guerra. Sessenta anos mais tarde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulga que, em 2015, morreram 52 MIL pessoas por overdose de drogas no país, uma cifra aterrorizante se considerarmos que em regiões de guerra, como a Faixa de Gaza, morrem cerca de 35 mil pessoas ao ano. Nos EUA, portanto, as drogas já são armamentos de destruição em massa, assim como eram na China maoísta, embora com uma singela diferença: a droga chinesa enfraquecia e matava os inimigos; a droga americana enfraquece e mata o próprio povo.
O lobby pela liberação das drogas é e sempre foi uma tentativa de usar a população como cobaia para projetos de engenharia social concebidos por intelectuais, burocratas e magnatas de esquerda, usando os entorpecentes como instrumentos de destruição e dominação física e psicológica. Tanto é assim que a própria Open Society Foundation, de George Soros, diz que a política de descriminalização das drogas em Portugal “é o segundo de uma série de relatórios do Programa Global de Políticas sobre Drogas” da fundação. E onde tem George Soros tem sacanagem.
Este é um artigo introdutório sobre o tema. Pretendo avançar na discussão tanto quanto seja possível.

Rafael C. Libardi é estudante do curso de medicina pela PUC-SP, pesquisador de temas relacionados a saúde, drogas, política e colaborador do site Estudos Nacionais, onde o presente artigo foi publicado originalmente.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ex-executivo do Facebook abandona tudo pra viver no mato!

Ex-executivo do Facebook prepara refúgio para sobreviver a 'apocalipse tecnológico'

BBC
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    Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia
    Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia
Antonio Garcia Martínez, de 40 anos, vivia no epicentro da revolução digital, mais precisamente no Vale do Silício, região próxima de San Francisco, nos Estados Unidos, onde estão as sedes de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Mas desde 2015 ele mudou radicalmente de vida ao chegar à conclusão que estaríamos prestes a enfrentar um "apocalipse tecnológico".
Martínez afirma que o avanço da tecnologia - em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial - mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.
"Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho. E a coisa pode ficar feia, pode haver uma revolução. É por isso que estou aqui", diz ele em entrevista à BBC ao desembarcar armado com um fuzil em uma ilha próxima a Seattle, no noroeste americano, onde está criando um refúgio para se proteger caso a previsão se confirme.
"Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está - e tem a forma de um caminhão que dispensa motorista."

Isolamento

BBC
Refúgio fica em uma pequena ilha na costa noroeste dos EUA
Martínez fez carreira no setor ao fundar uma empresa de anúncios online, que vendeu para o Twitter, e ir trabalhar no Facebook. Hoje, dedica boa parte do seu tempo a um terreno de cinco hectares no meio da floresta em Orcas, uma pequena ilha na costa do Estado de Washington, próxima da fronteira norte do país.
Por enquanto, seu refúgio não parece ser grande coisa. Há apenas uma barraca, um gerador de energia, um balde onde faz suas necessidades, além de fios e painéis solares ainda não instalados. O acesso só é possível por uma estrada de terra, usando veículos com tração nas quatro rodas.
"Ninguém conhece aqui. E dá para ir nadando ou de caiaque até o Canadá se a situação exigir", diz ele sobre os motivos que o levaram a escolher a região para montar seu abrigo, listando em seguida outras vantagens:
"Clima ideal, uma grande comunidade, produção de alimentos autossustentável, e consigo defendê-lo caso as coisas saiam dos trilhos por um tempo."

Munição, a 'moeda do novo mundo'

BBC
Martínez diz que armas serão necessárias para protegê-lo de invasores
Martínez deixa claro que será capaz de fazer isso ao atirar com uma AR-15 contra latas e garrafas de plástico que fazem as vezes de alvos improvisados à distância - e acertar todos eles.
"Há 300 milhões de armas nos Estados Unidos, uma para cada homem, mulher e criança, e a maioria delas estão nas mãos das pessoas que perderão seus empregos", afirma.
"Garanto a você que munição será a moeda corrente desse novo mundo."
Ele não é o único a prever o desaparecimento em massa de muitos postos de trabalho. O pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, acredita no mesmo.
Ele estima que 35% dos empregos no Reino Unido corram risco de desaparecer nos próximos 20 anos com a criação de robôs capazes de realizar as mesmas funções. Esse índice é ainda maior nos Estados Unidos, onde chega a 47% - e ultrapassa 50% em países em desenvolvimento.
Por isso, o americano garante que outros no Vale do Silício estão tomando as mesmas precauções.
"Eles têm suas próprias estradas, compram terrenos, têm um monte de armas, poços artesianos e tudo mais. É algo como o que tenho, talvez menos rústico, menos hippie, mas bem parecido."

Dívida

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Local no meio da floresta ainda tem poucas instalações, como esta barraca
De fato, Reid Hoffman, cofundador da rede social LinkedIn, estimou em uma entrevista à revista The New Yorker que cerca de metade dos bilionários da região têm algum tipo de "seguro contra o apocalipse".
Mas e quanto ao restante das pessoas que não têm uma fortuna para investir em refúgios assim? Martínez garante não se preocupar com isso: "A vida é curta, e nós morremos sozinhos."
Ele afirma que sua maior contribuição é divulgar sua previsão e contar sobre seus preparativos. "A única dívida que nós profissionais da tecnologia temos é essa. Poucas pessoas estão falando sobre isso e informando o público em geral", diz.
"A tecnologia vai acabar com empregos e abalar economias antes mesmo que a gente seja capaz de reagir, e deveríamos estar pensando sobre isso."
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O IMPÉRIO DE R.R. SOARES.


O IMPÉRIO DE ERRE ERRE SOARES, CUNHADINHO DE MACEDO!
Não estou nem um pouco interessado em saber se você acredita ou não no Missionário RR Soares. Também não quero saber se você é um dos colaboradores da obra de Deus e paga seu dízimo em dia. O que eu quero explorar nesse texto é o vasto conglomerado que o cunhado e ex-sócio do Bispo Edir Macedo conseguiu formar e sustentar ao longo de 40 anos evangelizando. É praticamente um Sílvio Santos neo-pentecostal. Só não tem o peão da casa própria…
O gosto e, por que não, a boa mão para fundar igrejas é antigo. Começou em 1975, com a “A Cruzada do Caminho Eterno”. RR Soares também é responsável pela fundação da Igreja Universal do Reino de Deus… isso… aquela mesma do coração e da pomba. Nessas duas instituições foi sócio do Bispo Edir Macedo e que, como eu já disse no parágrafo anterior, era seu cunhado (na verdade eles ainda tem parentesco).
(In)felizmente a relação profissional com Edir Macedo foi pras cucuias e Soares decidiu seguir…. carreira a solo. Em 1980, na cidade  de Duque de Caxias, Romildo Ribeiro Soares – seu nome completo – funda a Igreja Internacional da Graça de Deus. Isso… essa mesma que volta e meia aparece na programação da TV Bandeirantes, RedeTV! e outras emissoras. E o gosto pela televisão também vem de longe: de acordo com a Isto É Gente: “em 1977, Romildo estreou na TV Tupi no comando de um programa evangélico“.
A Igreja vai muito bem obrigado. Segundo a Wikipédia, são ao menos 900 templos espalhados pelo Brasil e aos menos 20 no exterior. E pelo jeitão da coisa, vivem lotados. Pelo menos é o que o culto transmitido pela televisão mostra, independendo canal ou dia. Não é por nada não, mas tem muita igreja por aí que não reúne aquela galera toda…
Você deve estar se perguntando de onde vem o sustento do Missionário. Se você não estava se perguntando, devia. Bem… oficialmente vem do segundo empreendimento listado nesse humilde texto: a Graça Artes Gráficas e Editora. Por ela são ao menos 22 livros publicados, com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Detalhe: são dados de 2003 e com certeza já estão desatualizados. Nem o Paulo Coelho vende tanto. Quer dizer… o Paulo Coelho vende mais. Vai entender o gosto literário!
Well… se você tem uma Igreja e uma Editora, nada mais lógico que diversificar seu pequeno império com uma gravadora. Nesse seguimento está a Graça Music. A gravadora, pelo que eu pude contar no site oficial, tem 27 artistas e entre eles o próprio Missionário, além de nomes como Mauricea, Banda Jó42 e a gatinha Bruna Olly.
Próxima empresa? Rá… uma emissora de televisão, é claro. Para suprir essa lacuna, RR Soares criou a RIT ou, ignorando a miguelada de letras na sigla, Rede Internacional de Televisão. 24 horas de programação gospel na sua casa, começando com os cultos (os mesmos da tevê aberta). Mas é claro que a grade é mais diversificada. Na RIT você pode assistir o Telejornal Toda Hora ou mesmo o programa infantil Zig-Zag Show com a presença de Zig Zag e outros palhaços contando histórias bíblicas. Palhaços no sentido literal da palavra, que fiquei claro.
Não perca conta. Até agora falamos da Igreja Internacional da Graça de Deus, da Graça Artes Gráficas e Editora, da Graça Music e da Rede Internacional de Televisão. Você pensa que acabou? NÃO! AINDA NÃO ACABOU!
Uma coisa sempre puxa a outra e.. pimba! RR Soares também tem uma empresa de televisão por assinatura, a Nossa TV. A empresa, para surpresa dos mais céticos, conta com excelentes canais nacionais e internacionais. Conta também com canais de gosto duvidoso. Para ninguém me acusar de preconceito, vou listar alguns e vocês é que vão decidir o que é bom e o que é ruim, ok? São eles: Terra Viva, Discovery, Nuestra TV, ESPN, IIGD, TV Enlace, TNT, Animal Planet, NetGeo, Infinito…
Tomando um fôlego, não poderia deixar de mencionar que Romildo ainda contou com a Nossa Rádio FM e mantém a Graça Filmes. Som e imagem alimentando o mercado cada vez mais aquecido do mundo gospel. O missionário pensa longe. Muito mais longe do que vocês imaginam.
Mas, contudo, todavia, entretanto o que me motivou a  escrever esse texto foi a notícia que transcrevo, ipsis litteris, abaixo. Nem vou falar mais nada que é para não estragar a surpresa:
O bispo R.R. Soares anunciou início das atividades da “Faculdade do Povo”, que vai oferecer, a princípio, cursos Propaganda e Marketing, Jornalismo e Rádio e TV. O anúncio foi feito no programa “Show da Fé”, transmitido pela Rede Bandeirantes. De acordo com o Portal IMPRENSA, o MEC (Ministério da Educação) credenciou no dia 29 de janeiro uma faculdade de comunicação social com as habilitações de Jornalismo, Propaganda e Rádio e TV para a Igreja Internacional da Graça.
Ainda não se sabe, entretanto, a data oficial e a para a inauguração e onde será localizada a tal Faculdade do Povo. (FONTE)
Isso é simplesmente sensacional, independente da sua religião. Até mesmo se você for ateu. O cidadão monta um conglomerado de empresas parceiras (e que podem perfeitamente sustentar umas às outras) e por fim cria uma faculdade para alimentar intelectualmente cada uma delas. Definitivamente é um plano empresarial bastante inteligente e, de certo modo, autossustentável.
Não vou entrar no mérito de arrancar dinheiro dos fiéis através do dízimo ou ter pastores que fazem pregações que, dependendo do juiz , poderiam ser condenados por crime de extorsão ou mesmo coação. É um assunto que não me compete e, pra falar a verdade, o buraco é bem mais embaixo e muito mais complexo do que uma pessoa numa baquetinha falando e outras tantas dando o dinheiro do almoço.
O Missionário pode ou não ser um exemplo de homem religioso e idôneo. Mas ninguém pode negar que ele sabe como fazer negócio.
8 empreendimentos e 1 império. O Império de RR Soares.
Para saber mais:
Fonte: https://ideiafix.wordpress.com/2010/06/08/o-imperio-de-r-r-soares/

domingo, 16 de julho de 2017

SITE DA CÂMARA PROVA QUE ROMBO NA PREVIDÊNCIA É MENTIRA!



Seguridade Social no Brasil é superavitária, afirma Anfip

16/07/2015 12h00

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cssf/noticias/arquivos-noticias-2015/seguridade-social-no-brasil-e-superavitaria-afirma-anfip
Observações da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil estão presentes do livro Análise da Seguridade Social 2014, lançado nesta quarta-feira (15).
Anfip
Seguridade Social no Brasil é superavitária, afirma Anfip
Desconstruindo os diagnósticos mais pessimistas de déficit na previdência social, a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) reafirmou a sua posição de que o orçamento da Seguridade Social no Brasil é superavitário. As análises das contas do Estado brasileiro do último ano foram esmiuçadas no livro Análise da Seguridade Social 2014, lançado nesta quarta-feira (15) em reunião deliberativa da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).
De acordo com análise da Associação, a parcela de benefícios que não é financiada exclusivamente pelas contribuições previdenciárias é inexpressiva. Ignorando as renúncias fiscais, o índice ficou em 14,5% em 2014. Por conta da menor expansão de empregos e economia mais fraca, houve um ligeiro aumento da necessidade de financiamento do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) se comparado a 2013. Contudo, o aporte de recursos para o RGPS ainda é feito com fontes próprias da Seguridade Social, orçamento que integra os gastos também com assistência social e saúde pública.
Ainda segundo o grupo, a Seguridade Social fechou 2014 em superávit. O recurso é arrecadado por meio de contribuição previdenciária, além de tributos de diversos órgãos, da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), entre outras fontes. Contando as receitas sobre as despesas, o total é um saldo positivo de aproximadamente R$ 54 bilhões. “É preciso que todo cidadão e cidadã tenha certeza de que a Seguridade Social é viável e faz a diferença na vida das pessoas. Todavia, é incompreendida diante de um mercado privado avassalador ou até mesmo do governo que, sabendo que o orçamento é viável, tira dela muitos recursos que garantem o presente e futuro de milhões de brasileiros”, frisou Margarida Araújo, presidente da associação.
Refletindo sobre a DRU
Segundo o vice-presidente de Assuntos Fiscais da Anfip, Vanderley José Maçaneiro, o que pode ser uma ameaça real ao superávit da Seguridade Social seria a alteração da Desvinculação de Receitas da União (DRU), mecanismo que permite ao governo desvincular até 20% das receitas das contribuições sociais para as compensações fiscais. A PEC 87/2015, enviada este ano pelo governo, quer prorrogar por mais oito anos a DRU e permitir o aumento da alíquota para 30% das receitas de contribuições sociais. “Caso seja aprovada essa PEC, certamente o discurso do governo e da mídia vai se tornar uma realidade. A seguridade social será deficitária”, afirmou o Maçaneiro.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

FIM DO DINHEIRO COMO CONHECEMOS: POR ENQUANTO É SÓ ENSAIO, EM BREVE SERÁ SÓ CRÉDITO


Câmara dos Deputados discute fim do dinheiro em espécie no Brasil

Imagine viver em um Brasil onde não haja mais cédulas de dinheiro e todas as transações financeiras acontecem apenas por meios digitais. Parece improvável? Sim, mas é exatamente isso que a Câmara dos Deputados pretende discutir nesta terça-feira, 11, na Comissão de Defesa do Consumidor.
Trata-se do Projeto de Lei 48/2015, proposto pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG. O PL é simples e direto: extinguir e proibir a circulação de cédulas de dinheiro, que poderiam ser mantidas apenas para registro histórico. Para compensar, bancos e empresas de crédito não poderiam cobrar um percentual nas operações de débito.
Entre as justificativas apresentadas no projeto, o deputado alega que essa é uma tendência mundial com o avanço da tecnologia. Também apresenta argumentos de que as transações digitais são mais seguras que o dinheiro físico. “Eliminaríamos práticas de crimes como assaltos a bancos, arrombamentos de caixas eletrônicos, assaltos a postos de gasolina, sequestros, saidinhas de banco e violência em geral”, diz o texto. 
Outro motivo listado no texto do projeto é o de que “terroristas, sonegadores, lavadores de dinheiro, cartéis de drogas, assaltantes, corruptos estariam na mira fácil do controle financeiro”, além de eliminar gastos com emissão de moeda, notas e transporte de valores. Você pode ler o PL e suas justificativas por inteiro neste link.
Por enquanto, o PL 48/2015 está apenas em discussão na Câmara, sem qualquer previsão de ser votado para poder entrar em vigor. A Comissão de Defesa do Consumidor apenas agendou um debate para esta terça-feira, 14h30, com participação de figuras como Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O JEJUM É VÁLIDO NO TEMPO DA GRAÇA?


ADVERTÊNCIAS SOBRE O JEJUM


Jejuar não salva.

“9 ¶ E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: 10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. 11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14 Digo-vos que este [publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele [fariseu]; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” (Lc 18:9-14 ACF)

Nesta parábola, o Senhor Jesus Cristo ensina que a salvação não pode ser alcançada por obras religiosas e boas intenções. O auto-elogiado fariseu deixou o templo numa condição não salva diante de Deus. O publicano arrependido foi salvo por se humilhar e buscar a misericórdia de Deus. Cristo não está trazendo luz aqui sobre a importância de jejuar, mais do que Ele traz luz sobre a importância de dizimar. Mas nem jejuar, nem dizimar, nem outro dever religioso podem justificar um homem diante de um Deus santo.



Não se deve jejuar para se exibir.

“16 ¶ E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:16-18 ACF) 

Deus odeia religião hipócrita, que é a tentativa do homem de parecer santo diante dos outros homens sem possuir a verdadeira santidade diante de Deus. Nesta passagem, Cristo recusa o tipo de jejum feito com o objetivo de parecer espiritual diante dos homens. Ainda, Ele não traz luz sobre a própria prática do jejum, quando feito adequadamente. De fato, Ele tem como garantido que Seus seguidores jejuarão. Ele não disse: “Se vós jejuares”, mas “QUANDO jejuares. E Ele faz uma maravilhosa e definida promessa que os que praticam o jejum bíblico serão recompensados abertamente por Deus Pai.



Jejuar não deve ser um ritual religioso.

Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.” (Lc 18:12 ACF)
Esta é a declaração de um fariseu que praticava a religião numa tentativa de se justificar diante de Deus. Ele observava um período regular de jejum. No entanto, em nenhuma passagem a Bíblia requer tal prática. O jejum não deve ser simplesmente um ritual a ser observado uma vez por semana, ou uma vez ao mês ou antes da Ceia do Senhor, etc. O jejum é algo a ser praticado [somente] quando surge uma necessidade especial e quando o Espírito Santo inspira.



O jejum é inaceitável e sem efeito sem um direto relacionamento com Deus

“3 ¶ Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho. 4 Eis que para contendas e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao SENHOR? 6 Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? 7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? 8 ¶ Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. 9 Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;” (Is 58:3-9 ACF)

“5 Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes? 6 Ou quando comestes, e quando bebestes, não foi para vós mesmos que comestes e bebestes?” (Zc 7:5-6 ACF)


Deus repreende os jejuns hipócritas dos filhos apóstatas de Israel. Eles estavam obedecendo aos ditames da verdadeira religião, mas seus corações estavam longe de Deus e estavam vivendo em direta desobediência à Sua Lei. Nenhum dever religioso é aceitável diante de Deus que não proceda de uma vida regenerada e que não seja guiada pela Bíblia e pelo Espírito Santo.



O jejum bíblico não deve ser feito por questões de saúde física

Embora vários tipos de jejuns podem ou não promover melhor saúde, este não é o propósito da Bíblia para o jejum. Muitos livros cristãos populares enfatizam a importância de jejuar para o benefício físico, mas esse jejum não é bíblico Não podemos dizer se jejuar é bom ou não para a saúde e não podemos dizer se é correto ou errado jejuar por questões de saúde. Estamos dizendo simplesmente que a Bíblia não fala do jejum à luz da saúde.



Jejuar não é uma prática ascética

“20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: 21 Não toques, não proves, não manuseies? 22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; 23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Cl 2:20-23 ACF)

Houve falsos mestres em Colossos que promoviam a idéia de que a espiritualidade seria adquirida por várias práticas ascéticas, seguindo-se uma lista de podes e não podes, feita por homens. Isto incluía certas regras dietéticas especiais e o jejum, como meio de negar o corpo. Os monges católicos romanos e gregos ortodoxos de certas ordens praticam esse tipo de coisa. Eles se mantêm à parte da interação normal com as pessoas; seguem regras rígidas de trabalho, dieta e meditação; observam períodos regulares de jejum, solidão e silêncio; punem seus corpos de vários modos, alguns inclusive fustigando seus próprios corpos com varas. Esta vida ascética é entendida como meio pelo qual os indivíduos monges podem desenvolver sua salvação e se aproximar de Deus. Os sacerdotes hindus e budistas também praticam ascetismo numa tentativa de atingir níveis elevados de espiritualidade em seus falsos sistemas religiosos.

O apóstolo Paulo advertiu contra este tipo de coisa. Nem a salvação nem a espiritualidade são obtidas pelo ascetismo. Pode-se receber o perdão dos pecados e a vida eterna através de um salvítico relacionamento com Cristo, através do arrependimento e da fé na morte de Cristo na cruz. E se cresce na prática da santidade andando na companhia de Cristo ressureto. Isto é o que o apóstolo Paulo lembrou aos cristãos de Colossos que estavam em perigo de serem iludidas pelos falsos ascetas.

“8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; 10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade; 11 No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; 12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. 13 ¶ E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, 14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. 15 E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. 16 ¶ Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,” (Cl 2:8-16 ACF)

O jejum é uma parte importante da vida e do ministério cristãos, mas devemos ter cuidado de não pensar que a espiritualidade vem através da punição do corpo e da observação de vários rituais e leis dietéticas. A espiritualidade vem da comunhão- companheirismo com Jesus Cristo.



O jejum não garante que a oração será atendida.

Em 2 Samuel 12 temos o registro de como Davi jejuou e orou procurando que Deus preservasse a vida do filho que ele concebeu do relacionamento adúltero com Betseba. Deus não respondeu à oração nem honrou o jejum de Davi naquele caso específico. Isso nos lembra que jejuar, enquanto uma prática importante na guerra espiritual, não é uma garantia de que obteremos o que desejamos de Deus. A oração fervorosa junto com o jejum muitas vezes resulta na resposta que se busca de Deus, mas não é garantia absoluta. Deus é sempre soberano para responder à oração e devemos sempre nos submeter à Sua vontade.



Jejuar é um assunto pessoal.

Jejuar é importante e útil na vida e no serviço cristão, mas não é algo que possa ser ordenado [ou induzido] [por outra pessoa] e não é algo pelo qual devemos julgar a condição espiritual de outros. O voto nazireu é uma ilustração disto. Deus não exigiu que o povo fizesse voto nazireu (exceto em poucos casos incomuns, como o de Sansão, Samuel e João Batista). Era um voto de livre arbítrio que um indivíduo fazia a Deus, além dos deveres requeridos pela Lei. O jejum tem essa natureza.





A IMPORTÂNCIA DE JEJUAR

A importância de jejuar é vista nas inúmeras referências positivas no Antigo e Novo Testamentos. Há 30 exemplos positivos, comandos e instruções na Escritura sobre o jejum:

Juízes 20:26 -- Israel jejuou pela vitória na guerra.

I Samuel 1:6-7 -- Ana jejuou para ter um filho.
I Samuel. 7:6 -- Israel jejuou por [causa de] arrependimento.
1 Samuel. 31:13 -- Os homens de Jabez Gilead jejuaram lamentando por Saul.
2 Samuel. 1:12 -- David e seus homens jejuaram lamentando-se por Saul, Jônatas e os decaídos de Israel.
2 Samuel. 12 -- David jejuou pedindo misericórdia por seu filho [nascido de Bate-Seba].
1 Reis 21:27 -- Acabe jejuou [pedindo] por misericórdia.
2 Crônicas 20:3 -- Jeosafá e Israel jejuaram [pedindo] por ajuda e proteção
Esdras 8:21-23 -- Esdras e o povo jejuaram [pedindo] por ajuda e proteção
Neemias 1:4 -- Neemias jejuou e se lamentou [pedindo] por ajuda a Jerusalém.
Neemias 9:1,2 -- Israel jejuando em lamento e arrependimento.
Ester 4:16 -- Ester e amigos jejuaram [pedindo] por vitória.
Ester 9:3 -- Jejuar é mencionado como tendo tido um papel na vitória.
Salmos 35:13,14 -- Jejuar em oração e lamentação.
Salmos 69: 10,11 --  Jejuar em oração e lamentação.
Isaías 58:6-8 -- O jejum que agrada a Deus.
Jeremias 36:9 -- Israel jejuou [pedindo] por misericórdia.
Joel 1:14; 2:12,15 -- Deus ordenou jejum e arrependimento.
Jonas 3:5 -- Os ninevitas jejuaram em arrependimento [pedindo] por misericórdia.
Daniel 9:3 -- Daniel jejuou [pedindo] por sabedoria.
Mateus 4:2 -- Jesus jejuou quando tentado no deserto.
Mateus 6:17-18 -- Jesus prometeu que o Pai abençoaria o jejum.
Mateus 9:14-15 -- Jesus disse que seus discípulos jejuariam.
Mateus 17:21 -- O jejum é necessário para vencer algumas forças demoníacas.
Marcos 9:29 --  O jejum é necessário para vencer alguns baluartes demoníacos.
Lucas 2:37 -- Jejuar era parte do serviço [prestado por] Ana a Deus.
Atos 13:2 -- O jejum era parte do ministério dos servos [de Cristo] em Antioquia.
Atos 13:3 -- A ordenação [de pastores] era acompanhada por jejum.
Atos 14:23 --  A ordenação [de pastores] era acompanhada por jejum.
1 Coríntios 7:5 -- O jejum e a oração são a única razão adequada para a abstinência no relacionamento conjugal.
2 Coríntios 6:5 -- O jejum foi um modo como Paulo se aprovou como um ministro de Jesus Cristo.
2 Coríntios 11:27 -- Paulo jejuava com freqüência.

Esses exemplos e instruções sobre o jejum não podem ser considerados superficialmente. Sabemos que os exemplos das Escrituras são tão importantes quanto seus comandos diretos.

--1Co 10:11; Rom 15:4 -- e esses versos falam especificamente dos exemplos do Antigo Testamento. O Senhor Jesus Cristo é nosso Padrão (1Pe 1:21). O jejum de Cristo durante suas tentações no deserto é nosso exemplo, assim como Suas orações durante as tentações no jardim são nossos exemplos. Também sabemos que o apóstolo Paulo deve ser imitado - Flp 3:17; 4:9. Paulo coloca diante de nós o exemplo de jejum freqüente (2Cor 11:27).

O simples fato de que o Espírito Santo coloca diante do povo de Deus tantos exemplos positivos sobre o jejum, em si revela a importância de sua prática espiritual.

Jejum é um dos modos pelos quais um ministro de Cristo se aprova “4 Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, 5 Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,” (2Co 6:4-5 ACF)

Aqui, o jejum é mencionado lado a lado com coisas como paciência, pureza e conhecimento. Paulo obviamente considera o jejum como uma parte muito importante do ministério.



O Senhor Jesus fez uma promessa definida sobre o jejum

Quando alguém jejua da maneira adequada por uma razão adequada, “17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:17-18 ACF). Esta é uma das promessas mais maravilhosas na Bíblia e não pode ser desconsiderada superficialmente. Deus não faria tal promessa se Ele não considerasse o jejum importante. Cristo nunca desencorajou o jejum adequado. Ele condenou e corrigiu falsas práticas, mas Ele nunca desencorajou o jejum das Escrituras. De fato, Ele tinha como garantido que Seus seguidores jejuariam. Em Mat 6:17, Ele não disse “Tu ... SE jejuares”. Ele disse: “Tu ... QUANDO jejuares


O Senhor Jesus disse muito claramente que Seus discípulos JEJUARIAM após Sua partida da terra.
“14 ¶ Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? 15 E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.” (Mt 9:14-15 ACF)

Jesus nunca desencorajou o jejum. Ele o praticou e disse a Seus seguidores que o praticassem. Como todos os aspectos da vida espiritual, Cristo corrigiu as falsas idéias e abusos que rodeavam o jejum, mas Ele não o desencorajou nem o tratou como algo menos importante.


Os servos escolhidos de Deus praticaram o jejum através dos séculos
Se o jejum fosse desnecessário ou pouco importante, a melhor parte do povo de Deus se iludiu enormemente em seu pensamento! Observe a mãe de Samuel jejuando enquanto outros festejavam (1Sa 1:6-7). Observe David, o homem segundo o coração de Deus, jejuando.Observe Esdras, Neemias, Ester e Mardoqueu, o rei Josafá, Daniel, Samuel, Ana, a profetisa, Paulo, todos jejuando. Observe o Senhor Jesus Cristo, Deus manifesto na carne, jejuando. Os cristãos de hoje que praticam o jejum por razões bíblicas estão em excelente companhia! É óbvio que o povo de Deus de todas as épocas que jejuaram sabiam de algo que os de hoje que não jejuam, ou que dizem que jejuar é desnecessário, ou que relegam a prática ao Antigo Testamento ou a um costume judaico, não sabem.


Jejuar e orar é a única prática espiritual que pode interferir com o aspecto físico do relacionamento conjugal. 
“1 ¶ Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. 4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (1Co 7:1-5 ACF)

Deus adverte que os maridos e esposas devem cuidar de atender as necessidades físicas um do outro. Esta é uma das funções divinamente ordenadas do casamento: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1Co 7:2 ACF). Só uma coisa permite a quebra do relacionamento sexual regular entre os casais casados: e isto é o jejum e a oração. Novamente, notamos que a Bíblia não ordena que os cristãos jejuem mas entende como garantido que eles o farão e estabelece regras para a prática.



O jejum é essencial para a quebra de certos baluartes demoníacos.

“18 E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. 19 Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 20 E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. 21 Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” (Mt 17:18-21 ACF)

Isto podia levantar a questão de se jejuar ou não é uma parte importante da vida cristã. O Senhor Jesus disse que esta é uma parte importante da guerra espiritual e aqueles que guerreiam contra os baluartes satânicos sabem que isto é um fato! Há realmente baluartes demoníacos que não podem ser quebrados por NADA além de orar E jejuar.





QUANDO DEVEMOS JEJUAR?

1. Jejue quando fortemente tentado (Mat 4:2).
2. Jejue quando a sabedoria é ansiosamente desejada (Dan 9:3).
3. Jejue quando a ajuda e a proteção são necessárias (Esd 8:21-23; 2Cro 20:3; Jer 36:9).
4. Jejue quando é desejada a vitória sobre baluartes demoníacos (Mat 17:21; Mac 9:29).
5. Jejue quando é desejada a vitória sobre situações que parecem impossíveis (Est 4:10-17; 9:31; Nee 1:4).
6. Jejue quando algo é ansiosamente desejado de Deus e a resposta não veio só pela oração (Isa. 1:6-7).
7. Jejue quando lamentando por entes queridos ou pela defesa do povo de Deus (2Sa 1:12).
8. Jejue quando novos ministros foram consagrados, e quando os homens saem a proclamar a Palavra de Deus, e contra os inimigos espirituais (Ato 13:2-3; 14:23).
9. Jejue quando envolvido em ministério espiritual (2Co 6:5; 11:27)
10. Jejue durante períodos de arrependimento especial, confissão, e reavivamento (Joel 1:14; 2:12; 2:15; Nee 9:1-2).





POR QUE JEJUAR É IMPORTANTE?

Jejuar é importante por causa das lutas espirituais (Mat 17:21).
Quando jejuamos, não estamos forçando Deus a fazer algo, mas estamos resistindo a forças e baluartes sobrenaturais. Alguém pode dizer: “Por que isto é necessário, se Cristo tem todo o poder”? Não sei a resposta a esta questão, mas sei o que Cristo disse: “Este tipo não vai embora senão por oração e jejum.”


Jejuar demonstra o fervor e desejo do coração (Heb11:6).
Deus vê o coração dos homens, mas a Bíblia diz que Ele requer evidência clara do desejo dos corações. “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.” (Jl 2:12 ACF)
Isto é visto na oferta de Isaque por Abraão. Deus sabia que Abraão O obedeceria e Lhe daria seu filho amado, Mas Ele exigiu que Abraão desse seqüência ao ato até o ponto de mergulhar sua faca em Isaque. Só então Deus disse: “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.” (Gn 22:12 ACF)

Jejuar pode ser visto como um modo de evidenciar o fervor e a sinceridade de nossos corações para Deus em matéria de oração. Podemos dizer que coisas como jejum não são necessárias já que Deus conhece nossos corações, mas exemplos como o de Abraão e seu filho mostram que Deus exige a evidência de nossa fé e fervor.


Jejuar ajuda a manter o corpo sob sujeição
“24 ¶ Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 26 Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” (1Co 9:24-27 ACF)
O corpo continuamente deseja seguir seu próprio caminho. Seus apetites clamam por preenchimento e o processo de jejum é em si uma subjugação dos apetites corporais. O apóstolo Paulo sabia que grandes batalhas são vencidas através da vitória sobre pequenos conflitos e as guerras são vencidas em batalhas individuais. Daniel tinha primeiro que conquistar os pequenos conflitos de seus próprios apetites corporais como um jovem antes de poder conquistar a batalha maior de se recusar a obedecer à solene lei do rei sobre a oração, como um ancião. A vitória tinha que ser ganha sobre o alimento antes da vitória sobre os leões.

Esta é uma razão porque tão poucos membros comparecem às reuniões de oração. Muito freqüentemente não tivemos vitória de oração em nossas vidas diárias. Muito freqüentemente não temos o hábito regular de subjugar a carne para servir ao Espírito. A Bíblia diz que Eli, o sacerdote, era gordo (1Sm 4:18). Ele não subjugava seu desejo corporal ao alimento rico. A temida verdade era que sua falta de cuidado na área dos alimentos se disseminava para cada área de sua vida e ministério. Ele permitiu que sua necessidade física de sono lhe impedisse de manter a lâmpada do tabernáculo acesa durante a noite. A lâmpada se apagava a cada noite embora devesse permanecer acesa. Sua falha em subjugar seu próprio corpo era semelhante e ligada à sua falha em disciplinar seus filhos. Deus disse que Eli amava as ofertas de gordura tanto quanto seus filhos fracos (1Sm 2:29). Eli não estava cometendo imoralidade com as mulheres à porta do tabernáculo como seus filhos estavam, mas seu amor insubmisso por alimento e facilidade foi pernicioso ao seu ministério. Eli devia estar jejuando e trabalhando ao invés de festejar e se sentar!




UM JEJUM BÍBLICO DURA QUANTO TEMPO?

A Bíblia não estabelece uma duração específica de tempo, para jejuar. Daniel jejuou 21 dias. Ester e Mardoqueu jejuaram 3 dias e 3 noites. O Senhor Jesus jejuou 40 dias no deserto. Mas freqüentemente a Bíblia simplesmente não diz quanto tempo as pessoas jejuaram. Não sabemos, por exemplo, por quanto tempo Esdras jejuou antes de iniciar a jornada para Jerusalém (Esd 8:21-23). Jejuar é assunto da liberdade individual sob a direção do Espírito Santo. Pode ser uma refeição ou várias refeições, conforme a necessidade da hora e a direção de Deus. Romanos 14 fala desse tipo de coisa e diz: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.” (Rm 14:5 ACF)





O QUE É UM JEJUM BÍBLICO?

Novamente, não há diretrizes rígidas sobre jejum. No jejum de 21 dias de Daniel, sabemos que ele não comeu “nenhum pão agradável, nem carne, nem vinho” (Dan 10:3). Aparentemente, Daniel comeu alguma coisa, mas se absteve de comidas agradáveis. Deus não deu instruções específicas sobre jejum porque este é um assunto privado entre um indivíduo e o Senhor. Uma mãe que amamenta, por exemplo, não seria sábia se mantivesse sem alimento por período significativo, porque não somente ela depende desse alimento, mas também seu bebê. Deus prometeu: Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.” (Sl 32:8 ACF). Esta preciosa promessa se aplica ao jejum. Quando você deve jejuar? Por quanto tempo? Do que você deve se abster ao jejuar? Deus o guiará pessoalmente e claramente em todas essas coisas se você caminha em parceria com Ele.

Enquanto a Bíblia não descreve cada detalhe sobre o jejum, ela nos dá as seguintes diretrizes básicas, a seguir:


Abstinência de alimento e prazeres físicos normais (Dan 10:3; 1Co 7:5).Observe novamente que Daniel não se absteve de alimento completamente, mas apenas de “pão agradável”. Neste exemplo vemos que há muitos modos de observar um jejum. Podemos nos abster completamente de todos os alimentos e bebidas ou nos abster apenas dos mais saborosos e prazerosos, como fez Daniel. O jejum das Escrituras é um assunto privativo e especial entre o indivíduo e Deus. Deus pode nos levar a observar um jejum de um modo num momento específico e de modo inteiramente diferente em outro momento. Algumas pessoas com problemas de saúde como o diabetes me perguntaram como podem jejuar. Acredito ser possível para tais pessoas jejuarem determinando diante de Deus se absterem de certos alimentos favoritos e prazeres durante um tempo específico.


Oração“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” (Mt 17:21 ACF).

O jejum bíblico está sempre ligado a uma atenção maior à oração e à comunhão com Deus. O jejum divorciado da oração não é um jejum bíblico.


Confissão de pecados“3 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 ¶ E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 5 Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.” (Dn 9:3-6; leia todo o capítulo).

Exemplos bíblicos de jejum estão muitas vezes ligados a períodos de arrependimento especial e confissão de pecados.


Serviço a Deus (Is 58:6-8).O jejum cristão é uma abstinência temporária de alimento e outros prazeres físicos para se concentrar num problema ou necessidade espiritual específica. Não é um ritual a ser realizado de maneira supersticiosa, esperando que o próprio ato de ficar sem alimento traria alguma forma de benção, mas é um período especial de devoção a Deus em oração e abstinência dos prazeres normais por um objetivo claro.




É IMPORTANTE JEJUAR?

Se jejuar é uma questão pessoal, algo não especificamente comandado por Deus, então é [o jejum] realmente importante? Não pode ele simplesmente ser deixado de lado? Não! O Senhor Jesus Cristo disse que há batalhas espirituais que não podem ser ganhas por NADA além de oração E jejum – não somente oração, mas oração E jejum. Isto significa que às vezes o jejum espiritual, bíblico é essencial para a vitória sobre o inimigo.

Paulo sem dúvida considerou o jejum essencial para a vitória no ministério e na vida. É duvidoso que ele tivesse alguma alegria estranha por ficar sem refeições.

O que ocorreria se tivéssemos que perguntar à Ana se o jejum é essencial? O que ela responderia? Claro que ela nos diria que jejuar é importante. Não foi através de oração com jejum que Deus lhe deu o filho que tanto ela ansiava?
E o que ouviríamos de Ester e Mardoqueu? Por que ela não convocou [apenas] uma reunião de oração ao invés de ter o aborrecimento de jejuar três dias e três noites? Sua resposta sem dúvida seria que só a oração nem sempre é suficiente. Há vitórias espirituais que não podem ser vencidas sem oração e jejum.

Esdras também, acrescentaria seu Amém à verdade que às vezes o jejum é essencial para a vitória. Por que ele simplesmente não reuniu o povo no rio de Aava para [apenas] algumas horas de oração, sem o sacrifício do jejum? Aparentemente, ele sentiu que era necessário jejuar assim como orar por segurança na viagem através daquelas perigosas terras. Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações.” (Ed 8:23 ACF) 

Mas o que têm a ver esses eventos tão antigos com cristãos que vivem nesses tempos ocupados e modernos? “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.” (1Co 10:11 ACF)





AS TRADUÇÕES INGLESAS MODERNAS COMBATEM A DOUTRINA DO JEJUM

As novas versões fazem um estranho ataque contra o ensino do jejum no Novo Testamento. Embora permaneçam algumas referências ao jejum, várias referências significativas foram removidas.
Mateus 17:21 -- A  KJV “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.” Este verso inteiro está omitido na Nova Versão Padrão Americana [NASV], a Versão Padrão Revisada [RSV], a Nova Versão Internacional [NIV],  Nova Bíblia em Inglês, a Bíblia de Jerusalém e a tradução de Philips. A Versão Atual em Inglês [TEV] coloca o versículo em colchetes.

Marcos 9:29 -- A KJV tem escrito: “E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.” O texto Grego da Sociedade Bíblica, e as novas versões baseadas nesse texto, omitem as palavras “e jejum”. Isto é fato na NIV, NASV, RSV, Bíblia Viva, Phillips, Nova Bíblia em Inglês e a Bíblia de Jerusalém.

Esses dois versículos sobre jejum não são as únicas referências à doutrina nas Escrituras, mas elas são as únicas referências que especificam e diretamente ensinam a importância de jejuar como um aspecto da guerra espiritual. Aqueles que lutaram batalhas espirituais contra os baluartes das trevas conhecem a preciosa verdade que Jesus está dizendo nessas passagens. A oração é um poderoso recurso espiritual, mas Há baluartes demoníacos que não podem ser quebrados somente pela oração sem o jejum. É um fato e é uma parte da Bíblia!

Remover essas referências da Bíblia é loucura e um mal. É o mesmo que remover parte do armamento essencial do equipamento de um soldado antes de enviá-lo à batalha.

A evidência textual que apóia essas referências sobre jejum é esmagadora. É amplamente um assunto da grande maioria do testemunho textual, por um lado (que apóia as leituras sobre o jejum) contra o testemunho, superficial, questionável, dos dois manuscritos preferidos por Westcott e Hort: Vaticanus e Sinaiticus.

Pessoalmente, eu exijo um testemunho muito mais forte que este, antes de permitir que alguém remova essas Escrituras abençoadas da minha Bíblia. De fato, você não as retirará da minha Bíblia, obrigado! Considero essas referências tão importantes espiritualmente que só a remoção dessas duas passagens me demonstram o erro de seguir os princípios textuais de Westcott-Hort que permitem que os manuscritos Sinaiticus e Vaticanus derrubem o testemunho de multidões de outros testemunhos.

Há quatro passagens que falam sobre a doutrina do jejum que são removidas nas novas versões:

Atos 10:30 -- Aqui lemos na versão King James (e muitas das antigas traduções protestantes em vários idiomas) que Cornélio jejuava e orava. As novas versões, seguindo a direção do texto de Westcott-Hort, removeram a palavra "jejuando". Isto é fato para as versões RSV, NASV, NIV, Bíblia Viva, TEV, Nova Bíblia em Inglês, Bíblia de Jerusalém, a Nova Versão Berkeley e Phillips.

1 Coríntios 7:5-- A KJV tem escrito: “Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (1Co 7:5 ACF). Novamente, voltando-se contra a maioria dos testemunhos textuais, as novas versões removem o jejum dessa importante passagem. Isto é fato para todas as versões que verificamos, como mencionadas acima. 

2 Coríntios 6:5--Aquilo que está escrito na KJV, "jejum," foi mudado nas novas versões para “fome”. Obviamente, fome e jejum são duas coisas diferentes. Em 2Cor 11:27, onde o apóstolo Paulo dá uma lista de alguns aspectos do seu ministério, ele menciona ambos: fome e jejum. Vemos por isso que o Espírito Santo não está usando esses termos como sinônimos. Este, portanto, é um outro ataque à doutrina bíblica do benefício espiritual de jejuar.

2 Coríntios 11:27--A KJV tem escrito “jejuns freqüentes” é substituído nas novas versões por “freqüentemente sem alimento”. O comentário sobre 2Cor 6:5 acima, aqui também se aplica. Estar com fome e seguir sem alimento não têm que estar ligados à vida e guerra espiritual. Seguir sem alimento não é necessariamente jejuar. Mudar essa leitura sem uma avassaladora prova de que os tradutores da King James estavam errados – prova que os modernos tradutores não têm – é muito perigoso. Na KJV se lê: “em fome e sede, em jejuns freqüentes”. Uma clara distinção se faz entre o Paulo faminto (muitas vezes sofrendo por falta de alimento) e seus freqüentes jejuns espirituais. Se, nessas duas passagens, o Espírito Santo se refere às batalhas espirituais do apóstolo, ao jejum espiritual, o que é mais provável já que se faz uma distinção, então os tradutores modernos fizeram um grande mal removendo esse ensinamento em suas versões.

Quando a leitura desses seis versículos é feita em conjunto, aparece um padrão definido de ataque nos novos textos e versões gregas sobre a doutrina do jejum como uma arma espiritual. E isto é ainda mais sério diante do fato de que fomos alertados nas Escrituras de que a guerra espiritual vai crescer em intensidade à medida que se aproxima o retorno de Cristo. “3:1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” “3:13 Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.” (2Tm 3:1,13 ACF) . Não se iludam, queridos amigos cristãos, por aceitar uma versão da Bíblia que remova essas importantes armas espirituais da sua vida.

O fato é que HÁ baluartes demoníacos que não podem ser quebrados sem o jejum bíblico. Enquanto as igrejas estão festejando, o demônio opera ferozmente.

Já experimentamos esta verdade. Houve momentos em que estivemos a ponto de total desespero em nosso ministério no país idólatra do Nepal. Lembro-me dessa experiência no início de nosso trabalho lá. Parecia que uma escuridão impenetrável se mantinha diante de nós. Estávamos proclamando o Evangelho a alguns hindus que mostraram interesse. Muitos estavam vindo às reuniões e alguns fizeram profissão de fé. Mas nenhum idólatra se arrependeu dos seus pecados e de sua idolatria e nasceu de novo.

Os problemas estavam caindo sobre nós de várias origens, com potencial para dar fim ao nosso ministério naquela terra difícil. A associação ecumênica nacional levantou calúnia sobre nós e se reuniu para um total boicote ao nosso ministério. Nosso trabalho era ilegal e estávamos em perigo constante de ser condenados pelo governo de Nepal. Parecia que nosso desejo de estabelecer uma igreja que glorificasse a Jesus Cristo, em Nepal, nunca seria satisfeito.

Determinamos ter um tempo de oração com jejum. Era a primeira vez, realmente, que eu tinha praticado isto com intenção tão séria, e devo admitir que não achei fácil. Logo depois um amigo de Nepal veio à nossa casa e foi salvo em nossa sala, logo depois que o encontramos. Então ele levou um amigo a Cristo e esse amigo levou a irmã a Cristo. Todos eles mostraram evidência real de arrependimento. Eles pararam completamente com a idolatria e começaram a servir ao Senhor Jesus Cristo, apesar de muitas perseguições. Logo outros foram salvos, e o Senhor trouxe um evangelista fiel para juntar forças conosco como um muito necessário cooperador no ministério. Hoje, aquele grupo cresceu em meio a muita dificuldade e pobreza e se tornou uma viva igreja do Novo Testamento. Ela tem sua própria liderança, paga suas próprias contas, e tem uma zelosa visão evangelística missionária. Todos os primeiros convertidos ainda estão servindo ao Senhor, hoje, muitos em posições de liderança.

Oração com jejum é uma parte normal do ministério daquela igreja. A vitória teria sido ganha sem o jejum? Não conforme o testemunho do Filho de Deus. Ele disse: “Este tipo só vai embora com oração e jejum.”

Os obstáculos que enfrentamos naquela terra pagã eram obstáculos sobrenaturais. As Escrituras levantam as cortinas que escondem o reino sobrenatural de nossos olhos e identifica nosso adversário. “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef 6:12 ACF)
Muitas outras ilustrações poderiam ser dadas, mas esta é suficiente. Vimos o que diz a Palavra de Deus. Vimos o exemplo do povo de Deus de todas as épocas. Vimos o exemplo do Filho de Deus. Devemos enfrentar essas coisas e perceber que o jejum espiritual é muito importante na vida de nosso ministério cristão e é uma prática urgentemente necessária em nossos dias.

Sentimos o poder do inimigo. Ouvimos seu temido rosnar. E acreditamos na advertência do Senhor Jesus Cristo e nos muitos exemplos das Escrituras infalíveis. O jejum espiritual é essencial.

Glória a Deus pela certeza da promessa da Bíblia: “17 Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, 18 Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mt 6:17-18 ACF)