sábado, 21 de março de 2015

120- VEJA QUEM ESTÁ POR TRÁS DOS PROTESTOS "POPULARES" DO DIA 15 E VAI ENTENDER A CRISE NA PETROBRÁS.

Quem está por trás do protesto no dia 15?


MBL 
 David Koch se divertia dizendo que fazia parte “da maior companhia da qual você nunca ouviu falar”. Um dos poderosos irmãos Koch, donos da segunda maior empresa privada dos Estados Unidos com um ingresso anual de 115 bilhões de dólares, eles só se tornaram conhecidos por suas maldosas operações no cenário político do país.
Se esses poderosos personagens são desconhecidos nos Estados Unidos, o que se dirá no Brasil? No entanto eles estão diretamente envolvidos nas convocações para o protesto do dia 15 de março pela deposição da presidenta Dilma.
Segundo a Folha de São Paulo o “Movimento Brasil Livre”, uma organização virtual, é o principal grupo convocador do protesto. A página do movimento dá os nomes de seus colunistas e coordenadores nos Estados. Segundo o The Economist, o grupo foi “fundado no último ano para promover as respostas do livre mercado para os problemas do país”.
Entre os “colunistas” do MBL estão Luan Sperandio Teixeira, que é acadêmico do curso de Direito Universidade Federal do Espírito Santo e colaborador da rede Estudantes Pela Liberdade (EPL) do Espírito Santo [leia a ressalva feita por Luan, em mensagem a “Outras Palavras”];Fabio Ostermann, que é coordenador do mesmo movimento no Rio Grande do Sul, fiscal do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e diretor executivo do Instituto Ordem Livre, co-fundador da rede Estudantes Pela Liberdade (EPL), tendo sido o primeiro presidente de seu Conselho Consultivo, e atualmente, Diretor de Relações Institucionais do Instituto Liberal (IL). Outros participantes são Rafael Bolsoni do Partido Novo e do EPL; Juliano Torres que se define como empreendedor intelectual, do Partido Novo, do Partido Libertários, e do EPL.
Segundo o perfil de Torres no Linkedin, sua formação acadêmica foi no Atlas Leadership Academy. Outro integrante com essa formação é Fábio Osterman, que participou também do Koch Summer Fellow no Institute for Humane Studies.
A Oscip Estudantes pela Liberdade é a filial brasileira do Students for Liberty, uma organização financiada pelos irmãos Koch para convencer o mundo estudantil da justeza de suas gananciosas propostas. O presidente do Conselho Executivo é Rafael Rota Dal Molin, que além de ser da Universidade de Santa Maria, é oficial de material bélico (2º tenente QMB) na guarnição local.
Outras das frentes dos irmãos Koch são a Atlas Economic Research Foundation, que patrocina a Leadership Academy, e o Institute for Humane Studies, às quais os integrantes do MBL estão ligados.
Entre as atividades danosas dos irmão encontra-se o roubo de 5 milhões de barris de petróleo em uma reserva indígena (que acarretou uma multa de 25 milhões de dólares do governo americano) e outra multa de 1,5 milhões de dólares pela interferência em eleições na Califórnia. O Greenpeace considera os irmãos opositores destacados da luta contra as mudanças climáticas. Os Koch foram multados em 30 milhões de dólares em 300 vazamentos de óleo.
As Koch Industries têm suas principais atividades ligadas à exploração de óleo e gás, oleodutos, refinação e produção de produtos químicos derivados e fertilizantes. Com esse leque de atividades não é difícil imaginar o seu interesse no Brasil — a Petrobras é claro. Seus apaniguados não escondem esse fato.
O MBL, que surgiu em apoio à campanha de Aécio Neves, não esconde o que pretende com a manifestação: “O principal objetivo do movimento, no momento, é derrubar o PT, a maior nêmesis da liberdade e da democracia que assombra o nosso país” disseram Kim Kataguiri e Renan Santos em um gongórico e pretensioso artigo na Folha de S.Paulo. Eles não querem ser confundidos com PSDB, que identificam com o outro movimento: “os caras do Vem Pra Rua são mais velhos, mais ricos e têm o PSDB por trás” diz Renan Santos. “Eles vão pro protesto sem pedir impeachment. É como fumar maconha sem tragar”. Kataguiri não se incomoda que seja o PMDB a ascender ao poder: “O PMDB é corrupto, mas o PT é totalitário”. Mas Pedro Mercante Souto, outro dos porta-vozes do MBL, foi candidato a deputado federal no Rio de Janeiro pelo PSDB (com apenas 0,10% dos votos não se elegeu).
Apesar do distanciamento do PSDB a manifestação do dia 15 parece ser apenas uma nova tentativa de 3º turno, mas como vimos ela esconde uma grande negociata. “Business as usual”.
Veja abaixo Koch Brothers Exposed, documentário lançado em 2012 que se tornou viral nos EUA ao mostrar como os bilionários David e Charles Koch, representando o 1%, desvirtuaram a democracia americana, comprando a Câmara e o Senado.

119- Jornalismo tendencioso ameaça sobrevivência do sistema Globo!

18/3/2015 15:03
Por J. Carlos de Assis - do Rio de Janeiro

Rep/Web

A Globo caminha para a quebra. Se isso acontecer será culpa quase exclusiva de seu Departamento de Jornalismo. É que se alguém quiser se aproveitar da situação para comprar a Globo encontrará a seu favor o mais arrogante, mais pretensioso, mais insolente grupo de “formadores de opinião” como nunca se viu antes na história deste país, e com poderes ilimitados. Isso porque os donos são ausentes ou incompetentes, e nada trava a libertinagem televisiva e jornalística que se enfia goela baixo do cidadão daqui e do exterior, todos os dias, num exercício jamais observado de manipulação política pela via da emoção.
Há dois patamares no caminho da Globo para o fracasso. O primeiro é o Jornal Nacional, ligeiramente mais discreto na sua cruzada diária pela desinformação. Conduzido por William Bonner, que lembra um propagandista de sabonete, traz sempre uma mistura bem preparada de fatos e emoção direcionada para a busca de telespectadores a qualquer custo, mesmo quando esse custo significa subverter a verdade. A distorção a favor dos ricos é limitada apenas pelo medo de perder audiência no horário nobre, na medida em que grande parte dela é de famílias pobres beneficiárias dos programas sociais do PT.
É no Jornal da Globo, contudo, que os noticiaristas e comentaristas da Globo saem do armário. Aí a manipulação da opinião pública passa a ser um jogo aberto. Começa com a figura burlesca de William Waack anunciando todas as pragas do Egito sobre o Brasil. Ele tem, como o JN, prazer em noticiar tragédias, coisas que comovem. Mas, com muitos graus de emoção sobre o Jornal Nacional, despeja na audiência, formada sobretudo por gente de classe média que não tem compromisso com horário no dia seguinte, o que essa audiência enviesada quer ouvir na sua sanha lacerdista de apelos hipócritas contra a corrupção.
Mas William Waack é um casca grossa: manipula o noticiário de acordo com suas preferências pessoais, acrescentando ao sabor da notícia deformada esgares de palhaço de circo. Cabe a Sardenberg um papel aparentemente mais sutil, como me observou Jânio de Freitas, o maior jornalista político do Brasil em atividade, já que ele é mais venenoso por divulgar os conceitos da economia política favoráveis aos ricos dentro de uma carcaça insidiosa de neutralidade técnica, como todo bom charlatão. Ele agrada aos poderosos e ao mesmo tempo engana os pouco pobres que resistem a assistir a tevê até de madrugada.
O Jornal da Globo tem, portanto, uma interação intelectual e moral afetiva com ricos e poderosos. Sua eficácia, conforme Marx, está no fato de que a ideologia da sociedade é a ideologia da classe dominante. Quando a classe dominante dispõe inteiramente da mídia, sem concorrência – porque, no campo da ideologia, a quase totalidade dos maiores jornais, revistas e tevês está do lado e de mãos dada com uma direita sórdida e indiferente aos destinos da sociedade -, o campo político fica inteiramente aberto, inclusive para golpes brancos.
Poderia continuar enchendo laudas e laudas de adjetivos conta a dupla do Jornal da Globo e contra outra dupla igualmente perniciosa para a democracia, os comentaristas do jornal Globo Míriam Leitão e Merval Pereira. Este não merece muita tinta, porque é apenas ignorante – na acepção semântica da palavra. Míriam, porém, como Sardenberg, é astuta. Passa a ideia de que sabe economia, quando o que realmente sabe é identificar economistas de direita, como ela, e dar-lhes espaço franco em sua coluna diária e sórdida Globo News.
O noticiário econômico brasileiro, de jornal e de tevê, está dominado por entrevistas e artigos de economistas de banco. Galbraith, com sua fina ironia, dizia que não se sentia à vontade para acreditar em opiniões econômicas de quem tem interesse próprio em jogo. A rede Globo e os jornalões, assim como as revistas semanais (exceto Carta Capital), apoia seu noticiário econômico em economistas de banco com o maior descaramento. Assim, são os economistas de banco que estão fazendo a cabeça de milhões de brasileiros sobre economia.
Trabalhei anos na editoria econômica do Jornal do Brasil, de que fui subeditor, e jamais entrevistei um economista de banco. Trabalhei anos como repórter econômico da Folha de S. Paulo e jamais entrevistei, para publicação, um único economista de banco. Agora são esses economistas que dominam o noticiário econômico com seus próprios interesses. Acaso é esse tipo de liberdade de expressão e de opinião publicada que interessa ao Brasil? Ou é o momento em que se deve pensar em dividir o monopólio do Globo e fomentar um novo jornal no Rio para o Brasil?
P.S. Não é do meu estilo fazer ataques pessoais. Entretanto, o Sistema Globo foi dividido em três capitanias, uma para cada herdeiro, e as capitanias em sesmarias, cada uma sob o comando de um jornalista no caso do Departamento de Jornalismo. Assim, não adianta falar, quando se trata de formação de ideologia, de um sistema global. É preciso identificar pessoalmente os donos das sesmarias jornalísticas, como procurei fazer. Não fosse tão grande o Sistema Globo, amainaria minhas críticas. Como é grande demais, e eu muito pequeno, pode perfeitamente suportar o choque!
*Jornalista e economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre a Economia Política brasileira, dos quais o último é “A Razão de Deus”.

J. Carlos de Assis,   é Jornalista e economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre a Economia Política brasileira, dos quais o último é “A Razão de Deus”.

FONTE:  http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/jornalismo-tendencioso-ameaca-sobrevivencia-do-sistema-globo/755123/

domingo, 8 de março de 2015

118- COCA COLA BRASILEIRA TEM MAIOR TAXA DE PRODUTO CANCERÍGENO DO MUNDO!



A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), produto presente no corante Caramelo IV e classificado como cancerígeno nos Estados Unidos, de acordo com informações da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Conforme o Idec, a Coca-Cola do Brasil tem nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que fixou a quantidade máxima de consumo diário de 39 ml do refrigerante por dia. Nos EUA, a empresa alterou a fórmula do produto para diminuir a concentração do 4-MI, segundo o jornal britânico Daily Mail. No Reino Unido, ativistas favoráveis a uma alimentação saudável para crianças querem que a empresa tome a mesma medida.

De acordo com o levantamento, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 cmg do corante em 350 ml. Na Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, há 170 cmg para cada 355ml. A pesquisa, realizada pelo Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest, em inglês), de Washington testou a quantidade da substância nas latas vendidas também no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a pesquisa.
Procurada, por meio de nota a Coca-Cola respondeu que a quantidade do 4-MI presente no corante caramelo utilizado nos produtos é “absolutamente segura” e que os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira pela pesquisa estão dentro dos padrões aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A empresa afirmou ainda que não vai alterar sua fórmula e que mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. “Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta“, diz a nota.

Conforme a empresa, ela se orienta por evidências científicas sólidas para garantir que os produtos são seguros e a Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. ‘O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, completa.
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Relembrando, que esta questão não está apenas relacionada com a Coca-Cola, mas também com a Pepsi, de acordo com este artigo do Daily Mail.
Veja a explicação abaixo, retirada do artigo:
O que é a substância carcinogênica na Coca-Cola e Pepsi?
A cor dos refrigerantes vem parcialmente partir do 4-metilimidazole (4-MI), um produto químico que se forma na produção do corante de caramelo.


Coca-Cola, Pepsi e outros fabricantes insistem que ele é seguro em doses baixas encontradas em bebidas.


Mas estudos têm mostrado que a exposição a longo prazo ao produto químico causa câncer de pulmão em ratos, e as autoridades de saúde na Califórnia decidiram que os produtos com mais de 29 mcg (0.029 mg) devem levar uma advertência de saúde.


Quando a pesquisa do Centro para Ciência no Interesse Público, um grupo de campanha, as latas encontradas continham quase 140mcg, todas as empresas de refrigerante em todos os EUA foram forçadas a cortar os níveis.


Ativistas dizem que o consumo diário de alimentos com 30mcg de 4-MI causaria câncer em uma em cada 100 mil pessoas ao longo de suas vidas.


Mas a FDA (Food and Drug Administration) diz que alguém precisaria beber mais de 1.000 latas de cola todos os dias para atingir os níveis que causaram câncer em ratos de laboratório.
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Resolvi enviar uma pergunta para o SAC da Coca-Cola, questionando a quantidade de  4-metil-imidazol (4-MI) utilizada no Brasil e recebi o que acredito ser a resposta padrão (copy&paste) que dão para qualquer um que ouse questionar a segurança no consumo dos refrigerantes da Coca-Cola.
A Coca-Cola agradece a sua visita ao nosso site!
Informamos que a quantidade de corante caramelo IV utilizado em nossos produtos é absolutamente segura, e está de acordo com os valores definidos pela Comissão do Codex Alimentarius (orientações relacionadas a alimentos seguidas internacionalmente),  e pela ANVISA. Para ultrapassar os limites estabelecidos para consumo do corante caramelo IV a pessoa precisaria consumir diariamente 80 litros de refrigerante.
Assim, a quantidade de 4-MI ingerida pelo consumo de refrigerantes não é considerada significativa ou indicativa de risco à saúde humana.
Nós, da Coca-Cola Brasil, buscamos um elevado padrão de qualidade e segurança nos nossos produtos. Essa é a nossa mais alta prioridade!
Coca-Cola Brasil.
Abra Felicidade! 

Fiz mais um questionamento em relação à quantidade exata da substância nos refrigerantes brasileiros e ainda aguardo a resposta.
Veja também a discussão sobre o assunto no Fórum Anti-NOM.
Atualização: a Anvisa publicou um informe técnico tentando mostrar a avaliação da Califórnia, que definiu um limite inferior ao do Codex Alimentarius, como não científico. Veja aqui o informe. 
Fontes:
– Terra: Coca-Cola brasileira tem maior taxa de produto cancerígeno no mundo
Daily MailCoca-Cola and Pepsi ‘change recipe to avoid putting a cancer warning on their labels’
- CSPINET: Lab Tests Find Carcinogen in Regular and Diet Coke and Pepsi

117- PROVANDO QUE A TELEVISÃO FAZ MAL À SUA SAÚDE!




4 provas científicas de que a televisão estraga sua vida

Carol Castro 26 de novembro de 2013
http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/4-provas-cientificas-de-que-a-televisao-estraga-sua-vida/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super


OPINIÃO: 
EU ESTOU SEM TELEVISÃO POR 2 ANOS E SÓ TENHO A DIZER: "GRAÇAS À DEUS!"
MAIS TEMPO COM A FAMÍLIA, MENOS ESTRESS, MENOS MANIPULAÇÃO...
SÓ TENHO BENEFÍCIOS FICANDO SEM VER TELEVISÃO. SEM DIZER QUE NÃO ME TRANSFORMO EM UM SER RETARDADO E MASSA DE MANOBRA DE EMPRESAS, MODA, PROGRAMAS ETC...
FAÇA O TESTE E FIQUE SEM TELEVISÃO E VERÁ OS BENEFÍCIOS EM SUA VIDA! 
                                                                                                              ANDRÉ DE MORAES.
Estraga mesmo, mexe com seu cérebro e muda sua vida. E essas mudanças começam cedo, lá na infância, quando você mal consegue entender o que aquele pessoal da telinha tá falando. É o que garante a ciência… Dá uma olhada.


TRANSFORMA VOCÊ NUMA CRIANÇA PIOR


Palavra da pesquisadora Linda Pagani, da Universidade de Montreal, que coletou dados de 1,3 mil crianças. Quando os pequenos estavam com 2 anos e meio, a pesquisadora perguntou aos pais quanto tempo as crianças passavam em frente à televisão. E repetiu a pergunta quando eles estavam com 4 anos. Em seguida, mediu os índices de massa corporal (IMC), entrevistou os professores e analisou os hábitos saudáveis de cada um. E crianças fãs de tevê se saem pior em matemática, têm preguiça de exercícios físicos, se comportam mal na sala de aula, comem mal, e são mais gordinhos. Não importa o conteúdo: só o ato de ver muita tevê aos 2 anos influencia sua vida mais pra frente.

DEIXA VOCÊ SEM FOCO…


O pessoal da Universidade Estadual de Iowa descobriu que alunos que veem televisão 2 horas diariamente têm o dobro de chances de ser diagnosticado com problemas de atenção. Para chegar à conclusão, eles acompanharam o desempenho de mais de mil alunos da terceira a quinta série. E, sim, a tevê parece mudar o funcionamento do cérebro a ponto de deixar você bem mais desatento.


 …OBESO…
 
Não importa se você pratica ou não algum tipo de atividade física, ver muita televisão vai deixar você mais gordo. Pesquisadores da Universidade de Vermont pediram a 36 voluntários, todos acima do peso ou muito obesos, para usar um dispositivo de monitoramento de atividades por 6 semanas. Durante este período, 20 participantes foram obrigados a diminuir a quantidade semanal de tevê. Esses queimaram, em média, 120 calorias a mais por dia do que os outros – e sem fazer nem sequer um único polichinelo.

…E VIOLENTO


Outros pesquisadores acompanharam por 17 anos a vida de 700 crianças. E descobriram que 22,5% das crianças que viam de duas a três horas de televisão por dia viravam jovens mais violentos: cometiam mais assaltos e brigavam mais nas ruas. Em contraste, só 5,7% das crianças que viam menos de uma hora diariamente viravam encrenqueiros.


Ver TV causa infertilidade

 

http://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-maluca-ver-tv-causa-infertilidade-745812.shtml

Cientistas dizem que ficar sentado aquece o saco escrotal, o que atrapalha a produção dos gametas

por Carol Castro
Cientistas americanos mediram o nível de espermatozoides de 189 estudantes e perguntaram quantas horas eles passavam em frente à tevê. Quem assistia a 20 horas por semana (cerca de 3 horas por dia) tinha até 44% menos espermatozoides. Motivo: ficar sentado aquece o saco escrotal, o que atrapalha a produção dos gametas.

Fonte Physical activity and television watching in relation to semen quality in young men. Audrey Jane Gaskins e outros, Harvard School of Public Health

Veja quais são os males causados pelo excesso de TV

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u2831.shtml

Cognição

A TV limita a imaginação por não exigir esforço das funções cognitivas. Deixar-se levar pelo que ela exibe, sem valer-se de uma escolha criteriosa, pode causar o empobrecimento psicossocial.

Depressão

Isolamento, uso de álcool e fumo e agressividade predominam em telespectadores contumazes, em comparação a telespectadores moderados, segundo pesquisas.

Funções cerebrais

Quando vista por mais de 20 horas por semana, a TV pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, inibindo o desenvolvimento lógico-verbal --em crianças-- ou reduzindo-o --em adultos.

Leitura

Telespectadores assíduos tendem a ler mais vagarosamente do que usuários moderados, segundo pesquisas.

Obesidade

Mulheres adultas que assistem à TV por mais de três horas por dia são mais pesadas (30%) do que as que vêem menos de uma hora diária. Já os homens têm o dobro de tendência à obesidade do que os que não fazem da televisão um hábito compulsivo, aponta pesquisa.

Percepção

Diante da TV, os olhos ficam quase imóveis e desfocados na tentativa de captar a totalidade da imagem na tela. Essa prática em excesso pode enfraquecer ou inibir a capacidade de observação do que está ao redor do objeto focado.

Postura

Quanto mais tempo diante do aparelho, mais relaxado o telespectador fica e também mais ele se larga no sofá, no chão, ou seja, onde estiver. Resultado: coluna e articulações são prejudicadas por uma má postura.

Sexo

Se o casamento não vai bem, a TV pode servir de reforço, ocupando o "vazio" da relação. Muitos casais usam a televisão como desculpa para não ter relacionamento sexual.

Sono

O hábito de ver televisão à noite prorroga a ida para a cama, o que pode ser danoso para quem tem de acordar cedo. Nos EUA, cerca de metade dos americanos dormiriam mais cedo se não assistissem à TV. Dormir com o aparelho ligado é ainda pior: impede que se atinja o estado de sono profundo, fundamental para manter o equilíbrio orgânico -os flashes de imagem e a mudança de sons não acordam, mas mantêm o sono no estágio superficial.

Relações sociais

A telinha pode afastar a pessoa do convívio familiar (em algumas casas, cada um assiste à TV em seu quarto) e também dos amigos (há quem deixe de sair para ficar em casa com a TV).

Exclusivo em idosos

Colabora com o sedentarismo, deixando esse público mais sujeito a doenças degenerativas, como demência e Alzheimer, e ao aumento do risco de problemas cardiovasculares.

Televisão demais faz mal à saúde e pode viciar

ANA PAULA DE OLIVEIRA
 http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u2827.shtml

Para estudiosos da comunicação ou do comportamento humano, há uma diferença colossal entre assistir diariamente ao "Discovery Channel", por exemplo, e a um programa de auditório recheado de closes ginecológicos e/ou cenas de violência. Porém, seja qual for a qualidade do programa, o meio de comunicação, por si só, se consumido em excesso, é capaz de causar grandes estragos. No caso, certas funções orgânicas do telespectador, como as faculdades cognitivas ou até as articulações e a postura, é que são prejudicadas. E mais: a TV, tal qual o cigarro e o álcool, pode causar dependência.

Assim como o dependente de cocaína tem o impulso de cheirar mais para manter o estado de euforia, o telespectador contumaz sente necessidade de ficar grudado à TV para manter a sensação de relaxamento que o hábito produz. Essa foi a conclusão de um amplo estudo realizado pelos pesquisadores americanos Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos de Mídia da Universidade Rutgers, e Mihaly Csikszentmihalyi, professor de psicologia da Universidade de Claremont.

Para o estudo, a dupla monitorou as ondas cerebrais, a resistência da pele e os batimentos cardíacos de voluntários diante da televisão. Sua principal contribuição foi explicar o que faz as pessoas se tornarem escravas da televisão.

Quando assiste à TV, a pessoa se sente relaxada, mas essa sensação se esvai tão logo o aparelho é desligado. Porém o estado de passividade e de diminuição de atenção permanecem.

Mas, claro, a televisão informa, diverte, entre outros atributos. E nem todo fã da telinha é viciado nela. Saber como se dá o poder de atração da TV sobre o telespectador pode ajudá-lo a exercer um controle sobre ela.

Em texto publicado na revista "Scientific American", a dupla de pesquisadores afirmou que participantes desse tipo de pesquisa comumente dizem que a televisão chupou-lhes a energia, deixando-os depauperados, com mais dificuldade em se concentrar. Muitos, diz o texto, também relatam melhora no humor após a prática de esportes. Mas, depois de ver televisão, o humor deles não se altera ou fica pior do que antes. Outra curiosa constatação da pesquisa: quanto mais tempo as pessoas passam diante da televisão, menos satisfação elas conseguem obter.

O tempo considerado ideal para manter corpo e mente ilesos dos danos que o excesso de TV pode causar é de uma hora diária, em média, segundo diversos estudos. "A média do brasileiro é de quatro horas e, em São Paulo, chega a seis horas diárias", diz Gabriel Priolli, crítico de televisão e presidente da Associação Brasileira de TV Universitária. Os europeus dispensam três horas e meia, os americanos, uma hora a mais.

Em entrevista por e-mail ao Equilíbrio, Robert Kubey alerta: "Se você assiste à televisão por cerca de três horas por dia, quando chegar aos 75 anos, você terá gastado nove anos inteiros da sua vida vendo TV. E, se dorme oito horas por dia, terá permanecido acordado apenas 50 dos 75 anos".

Segundo levantamento da ONU, 93% das crianças do mundo têm acesso à TV. E elas passam pelo menos 50% mais tempo ligadas ao aparelho do que em qualquer outra atividade não-escolar. Entretanto a TV não pode ser considerada o bicho-papão que "estraga" a criança. "É um companheiro dela e, muitas vezes, sua babá. É preciso que os pais limitem seu uso", diz Ana Mercês Bahia Bock, presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.

Doenças e morte: o verdadeiro mal que a TV causa



Venhamos e convenhamos, ninguém nunca afirmou que ver TV era saudável. Porém, só agora os médicos descobriram o quão ruim pode ser.
Dados de oito estudos recentes sugerem que, quanto mais você assiste TV, mais propenso fica a desenvolver uma série de problemas de saúde, e mais chances têm de morrer mais cedo.

Os estudos incluíram mais de 175.000 pessoas em todo o mundo e, geralmente, duraram entre 6 e 10 anos. Embora a concepção de cada estudo seja um pouco diferente, a maioria controlou uma longa lista de fatores de saúde (como o índice de massa corporal, níveis de colesterol e histórico familiar) em um esforço de identificar o efeito de assistir TV.
Segundo os pesquisadores, para cada duas horas adicionais que as pessoas passam coladas na TV em um dia típico, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta em 20%, e o risco de doença cardíaca aumenta em 15%. E para cada três horas adicionais, o risco de morrer por qualquer causa salta para 13%, em média.
Segundo o cardiologista Stephen Kopecky, que não participou do estudo, o aumento do risco de doenças ligadas a assistir televisão é semelhante ao que você vê com colesterol alto, pressão arterial ou tabagismo. “A nova análise eleva a importância do estilo de vida sedentário como um fator de risco”, afirma.
Em todo o mundo, assistir televisão é uma das atividades que levam mais tempo, comparáveis a trabalhar e dormir. Os cientistas dizem que, não importa em que momento da vida você esteja, seja velho ou jovem, ver muita TV não é bom.
A conexão entre a TV e doenças não é um mistério. Assistir TV consome tempo de lazer que poderia ser gasto andando, fazendo exercícios, ou mesmo apenas se movimentando. Também tem sido associado a dietas pouco saudáveis, como muito açúcar, refrigerantes, alimentos processados e petiscos (que, talvez não por coincidência, são alimentos frequentemente encontrados em comerciais de televisão).
Além disso, alguns estudos sugerem que a postura sentada prolongada, além de seu impacto sobre os hábitos alimentares e exercício físico, pode causar mudanças no metabolismo que contribuem para níveis de mau colesterol e obesidade.
“É a síndrome do ‘batata de sofá’”, dizem os pesquisadores. “Essas pessoas são extremamente sedentárias, passam várias horas em um sofá assistindo TV, são muito passivas e seu gasto energético é muito baixo, mesmo comparado com outros comportamentos sedentários como sentar e ler, ou sentar enquanto dirige”, explicam.
Os cientistas falam que, hoje, os médicos podem não perceber um aumento dramático de doenças e morte como resultado de assistir TV em excesso, mas o efeito cumulativo pode ter um impacto importante na saúde pública a longo prazo.[CNN]


Transtornos causados pela televisão nas crianças

Quanto tempo uma criança pode ver televisão ao dia?

 http://br.guiainfantil.com/televisao/173-transtornos-causados-pela-televisao-nas-criancas.html


Exposição demasiada diante da televisão diminui a capacidade de concentração das crianças. Duas horas por dia diante da tela aumentam o risco de transtornos de atenção. As últimas investigaçoes revelam que os videogames também diminuem a capacidade de atenção. Pesquisadores da Nova Zelândia analisaram pela primeira vez os efeitos cognitivos a longo prazo das horas passadas diante da televisão na infância. Seus resultados indicam que o rendimento escolar pode ser refletido na adolescência.
As crianças que ficam mais de duas horas por dia diante da TV, quando cursam o primário, têm mais dificuldades de concentração ao chegar ao ensino médio do que aqueles que vêem pouca televisão. Assim demonstra o primeiro grande estudo que analisou os efeitos a longo prazo do abuso da televisão na infância sobre a capacidade de atenção.

Dificuldades de concentração e a TV

Os efeitos da televisao nas crianças
"Nosso estudo sugere que os pais deveriam tomar medidas para limitar o número de horas que seus filhos assistem televisão”, declarou por correio eletrônico, Bob Hancox, diretor do estudo, da Universidade de Otago (Nova Zelândia).
Segundo os resultados apresentados na revista médica Pediatrics, as crianças que vêem menos de duas horas à televisão por dia na infância, não aumentam seu risco de sofrer transtornos de atenção na adolescência. Mas a partir da terceira hora, o risco aumenta cerca de 44% por cada hora adicional que se passa cada dia diante da TV. “Os efeitos foram especialmente encontrados em crianças que assistiam à TV mais de três horas diárias”, destaca Hancox.
Crianças pequenas que passam mais de duas horas por dia assistindo à televisão correm duas vezes mais risco de desenvolver asma, de acordo com um estudo britânico publicado na revista de medicina respiratória Thorax.
Os cientistas dizem, contudo, que o problema se deve menos à TV em si e mais ao estilo de vida sedentário ligado ao hábito de assisti-la.
O estudo da Universidade de Otago (Nova Zelândia), se baseou em 1.037 meninos e meninas, que foram examinados a cada dois anos desde os cinco aos quinze anos como marco da pesquisa sobre desenvolvimento infantil e saúde.  
Entre outras perguntas, pediu-se aos pais e crianças que dissessem quanto tempo assistiam televisão. Para avaliar se sofriam algum problema de déficit de atenção, perguntou-se aos menores, assim como aos seus pais e professores, se somente conseguiriam manter-se atentos durante um tempo anormalmente curto, se tinham uma baixa capacidade de concentração ou se distraíam com facilidade.  Por exemplo, fizeram perguntas como: “Quando alguém fala contigo, custa prestar atenção a ela?”; “Ocorre com frequência começar os deveres e não terminar?”; “Você custa fazer os deveres se existem ruídos, ou algum tipo de atividade física na casa?”.

Estudos anteriores detectaram que o abuso da televisão na infância implica em problemas de déficit de atenção mesmo que ainda cursem o primário. Mas nenhum grande estudo havia analisado até agora se esses problemas perduravam até a adolescência. “Nossos resultados indicam que os efeitos da televisão sobre a capacidade de atenção são duradouros”, afirma Bob Hancox. Esses efeitos a longo prazo, foram comprovados em jovens que reduziram as horas de televisão antes de chegar ao ensino médio, mas os que apresentavam problemas relacionados com o abuso da TV na infância, se mantiveram.
Os pesquisadores alertam contra o costume de algumas famílias de ligar a televisão para que as crianças fiquem tranquilas, por exemplo, na hora do café da manhã. “A esses pais eu lhes diria que tratem de reduzir as horas diante da TV”, declara Hancox. “Além de tudo, as crianças conseguiam se entreter durante milhares de anos antes que a televisão fosse inventada”.

Efeitos dos videogames e computadores nas crianças

O estudo não analisou os efeitos dos videogames e dos computadores sobre o desenvolvimento das crianças e adolescentes porque a coleta de dados se iniciou antes do auge dessas novas formas de entretenimento. Mas os pesquisadores consideram que seus efeitos podem ser similares aos da televisão, porque o limite de duas horas diárias deve incluir todas as formas de ócio audivisual somadas. Assim, se uma criança passa uma hora com videogame, não é aconselhável que assista televisão mais de outra hora no mesmo dia.
Os dados do estudo não deixam claro de que modo o excesso de televisão afeta a capacidade de atenção, mas apontam várias hipóteses. Umas das que apresentam como mais provável é que as imagens televisivas, com seus estímulos constantes, podem fazer que, em comparação à vida real, pareça monótona, de modo que as crianças tendam a se aborrecer diante de atividades que têm ritmos mais lentos como assistir aula ou fazer os deveres. Outra possível explicação é que o cérebro infantil, ainda em formação, desenvolva-se de maneira inadequada ao serem estimulados em excesso pelas rápidas sucessões de imagens dos programas de televisão.

Existem ainda outras possibilidades: pode ser que ver televisão substitua outras atividades que favoreçam a capacidade de atenção, como ler, brincar ou praticar algum esporte, ou que a televisão favoreça a falta de atenção porque um pode sempre retomar o fio do programa mais tarde, ou que as crianças desatentas tenham mais preferência em ver televisão do que aquelas que não têm problemas de déficit de atenção. Ou todas juntas.
Em todo caso, a pesquisa não detectou que o abuso de televisão na infância afete ao risco de sofrer hiperatividade, a não ser unicamente aos transtornos de atenção. “Próximas investigações deverão clarear os possíveis mecanismos pelos quais a televisão cause problemas de atenção”, escrevem os pesquisadores no Pediatrics.

Tempo total passado diante da TV  

Os autores do estudo reconhecem que alguns programas de televisão são educativos e benéficos para as crianças. Mas “o tempo total passado diante da TV no nosso estudo, associa-se com piores resultados educativos, assim que está claro que a maior parte da televisão que as crianças assistiram, foi contraproducente para a educação”, adverte Hancox. Além disso, completa, “os efeitos da televisão sobre a capacidade de atenção podem não ter nada a ver com os conteúdos, mas estar relacionados com as bruscas mudanças de cena, característicos da TV; se isso é assim, inclusive os programas educativos, em excesso, seriam negativos para a capacidade de atenção”.
Comportamentos violentos, condutas sexuais de risco, baixo rendimento acadêmico, escassa auto-estima corporal, nutrição desequilibrada, obesidade e consumo de drogas, encabeçam a lista de problemas derivados de um consumo excessivo ou inadequado de programas de televisão na infância e na adolescência, adverte a Academia Americana de Pediatria (AAP).






domingo, 1 de março de 2015

116- O FILTRO DE BARRO, O CAPITALISMO E A SECA EM SÃO PAULO!

filtro
Uma das maiores sacanagens do capitalismo, em minha opinião, é criar necessidades. Ou seja, fazer você acreditar que precisa de alguma coisa e então passar a não viver mais sem ela. Outra, pior ainda, é conseguir convencer as pessoas de que algo antigo, durável e que funciona perfeitamente na verdade é obsoleto e portanto deve ser substituído. Ambas as situações ocorreram com os filtros de barro no Brasil.
O filtro de barro é, segundo especialistas, a maneira mais segura e eficiente de se filtrar a água de beber que existe. Ela sai do filtro 95% livre do cloro, parasitas, pesticidas, metais como ferro, chumbo e alumínio e o que é melhor, fresquinha, porque a cerâmica diminui a temperatura da água em até 5 graus centígrados. É ainda o único filtro de água que recebe a classificação P-I do Inmetro, capaz de reter partículas de 0,5 a 1 mícron (os demais só acima de 15 mícrons). Uma façanha “tecnológica” do tempo da vovó.
No entanto, a partir da década de 1990, fomos convencidos do contrário: que o filtro de barro era ineficiente e até mesmo “cafona”, e que a melhor água para o consumo humano é a engarrafada, pela qual desde então pagamos dinheiro, em vez de utilizar a que vem da torneira, pela qual também pagamos, e 2 mil vezes mais barato.
O truque da água engarrafada nos fez cair como patinhos. Como a indústria de bebidas sabia que a curva ascendente dos refrigerantes tinha tempo para terminar –já que uma hora as pessoas iam se dar conta de que fazem mal para a saúde–, passou a investir em engarrafar e vender a pura, leve e saudável água. Quem tem algo a dizer contra ela? Resultado: o comércio de água engarrafada é hoje um negócio multibilionário. Só a Nestlé, a maior vendedora de água do planeta, fatura 9 bilhões de dólares anuais com um produto que nem sequer precisa fabricar, basta retirar do subsolo. A multinacional suíça é dona de mais de 70 marcas de água mineral, inclusive as famosas Perrier e S.Pellegrino.
Na região Sudeste do Brasil, de acordo com números do IBGE, até a década de 1990 mais de 70% das casas possuíam filtros de barro. “Havia inclusive um item na construção, no canto da cozinha, a cantoneira, feita apenas para abrigar o filtro, como se fosse um objeto artístico ou de decoração”, lembra o economista Julio César Bellingieri, autor de uma tese de mestrado na Unesp sobre a indústria da cerâmica em Jaboticabal, terra dos filtros de barro. As fábricas foram atraídas para lá no início do século 20 em virtude de uma abundante jazida de argila na região.
Segundo Bellingieri, o filtro de cerâmica existe no Brasil desde 1910, quando começa a ser produzido por famílias de imigrantes italianos e portugueses. O tradicional filtro São João, de barro vermelho e com vela porosa que ilustra esta reportagem, foi criado entre 1926 e 1928 pela Cerâmica Lamparelli, de Jaboticabal. Em 1947, quatro irmãos da família Stéfani adquiriram a fábrica e continuaram a produzir os filtros com o mesmo nome e aparência até hoje. Com a queda da procura pelos filtros a partir da década de 1980, as demais fábricas faliram e a Cerâmica Stéfani se tornou a maior produtora de filtros de cerâmica do País e quiçá do mundo.
A Stéfani chegou a vender 80 mil filtros de barro por mês, mas quase fechou na última década, diante da concorrência da água engarrafada. Acabou contratando um executivo, Emilio Garcia Neto, para recuperar a empresa, que há quatro anos saiu do vermelho e atualmente exporta filtros de cerâmica para 45 países, 8 deles na África. “Tem gente que acha o filtro antigo, outros acham vintage”, brinca Emilio. A Stéfani fez algumas modificações no design de alguns filtros, substituindo a parte de cima por plástico, mas o São João continua um clássico. 50% do processo de fabricação ainda é feito manualmente.
lamparelli
(Propaganda do filtro São João. Fonte: Julio César Bellingieri)
O economista Bellingieri não sabe afirmar com certeza, mas é possível que o filtro de barro, neste formato, seja invenção brasileira. Já se usavam na Europa filtros de louça e cerâmica, mas iguais aos daqui, de barro vermelho, não –talvez sejam uma evolução das moringas, de origem indígena. Quando foi lançado no mercado, na década de 1920, o filtro de barro chegou a ser símbolo de status. “O público-alvo do filtro São João era formado por indivíduos com uma renda mais alta. Se o público consumidor da Cerâmica Lamparelli fosse ordenado em cinco ‘classes’ de ‘poder de compra’, poder-se-ia dizer que o filtro São João era comprado pelas classes A e B; as classes C e D compravam uma talha com torneira ou um ‘filtro reto’; e a classe E comprava um pote ou moringa sem torneira”, escreveu o pesquisador em sua ótima tese.
Durante os anos 1980, os filtros de barro passaram a sofrer a concorrência dos filtros de carvão ativado, que pareciam a coisa mais moderna do mundo, mas que não purificam a água melhor do que os filtros de barro –e sem usar energia elétrica. Nos anos 1990, as classes média e alta começam a substituir a água filtrada pelos galões de água mineral entregues em domicílio e o velho e bom filtro de barro é aposentado de vez. “A partir dos anos 2000 a venda de água mineral chega ao auge e passa a ser considerado ‘coisa de pobre’ ter um filtro em casa”, diz Bellingieri.
Este aspecto do “status” conferido a quem toma água mineral é curioso. No documentário Bottled Life (2012), do diretor suíço Urs Schnell, se comenta como jovens do Paquistão foram seduzidos pela ideia de que tomar água em garrafinha é cool, e assim a Nestlé conquistou mais um mercado. O documentário investiga o controle da multinacional suíça sobre a água mineral bebida em vários países do mundo, inclusive nos Estados Unidos.
Lá, a Nestlé é dona da marca de água mais vendida do país, a Poland Spring. Em uma passagem do filme, moradores de Fryeburg, no Maine, resolvem proibir que a empresa extraia a água para vender porque estaria poluindo o rio da cidade, e a Nestlé incrivelmente vai à Justiça… contra os cidadãos. E ganha. Em Nova York, a água mineral em garrafinha Poland Spring também é campeã de vendas e virou símbolo do life style saudável e esportista dos novaiorquinos sendo que, ironiza uma especialista no documentário, eles têm na torneira, grátis, a água limpíssima que vem das montanhas Catskill…
É chocante ver como o chairman da Nestlé, o austríaco Peter Brabeck-Lemathe, fala com jeito de galã e voz melíflua sobre a “importância” da água para o planeta como se fosse um ambientalista, enquanto a empresa explora o líquido para gerar lucro. Ninguém na Nestlé deu entrevista ao documentarista em nenhuma parte do mundo. (Vale a pena assistir, está no Netflix. Nunca mais você vai comprar nada da Nestlé depois, muito menos água.)



No Brasil, um grupo de moradores da cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, e o Ministério Público se mobilizam contra a exploração do Parque das Águas da cidade pela Nestlé há 14 anos, sem sucesso (leia aqui reportagem da Agência Pública sobre o caso).
Na Europa, é comum as pessoas beberem água diretamente da torneira. Em São Paulo, como em algumas capitais do Brasil, a água que vem da torneira pode ser consumida, embora seja mais aconselhável que passe antes pelo filtro. A questão é que a indústria de bebidas nos convenceu que só a água de garrafinha é “segura”, ainda que na verdade não saibamos muito bem a origem dela. É um esquema que, como sempre, copiamos dos Estados Unidos. Em 2010, a ambientalista Annie Leonard criou este documentário onde explica como isto ocorreu.



Agora pensem em São Paulo, uma megalópole cuja região metropolitana concentra 20 milhões de habitantes, consumindo água mineral engarrafada sem parar e que agora está passando por uma falta d’água histórica. Não é de ficar com uma pulga atrás da orelha que estes dois eventos possam estar relacionados?
O Brasil é hoje o quarto maior consumidor de água mineral do mundo –só fica atrás dos EUA, México e China. São 7,1 bilhões de litros de água engarrafada por ano, quase 3 bilhões deles só em São Paulo. O consumo de água mineral cresce 10% por ano no país e, em 2014, com a Copa do Mundo e a seca, a ABINAM (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral) fazia previsões de chegar a um consumo de 14 bilhões de litros. Como saber se retirar essa água toda do subsolo não está causando alguma espécie de desequilíbrio?
“Na minha opinião há, sim, uma correlação, mas não há como provar porque simplesmente não existe fiscalização eficiente da água mineral no Brasil”, diz o economista Pedro Portugal Júnior, autor de uma tese de mestrado na Unicamp sobre as empresas de água mineral. “Temos um problema institucional: aqui, a água mineral é considerada um minério, como o ferro, a bauxita, e portanto é fiscalizada não pelos órgãos que regem os recursos hídricos, mas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). E o próprio DNPM admite que estes números sobre o consumo são subestimados”.
De acordo com Portugal, as águas minerais deveriam ser integradas à gestão de recursos hídricos o mais rápido possível para que a fiscalização seja descentralizada. “Agora, por exemplo, está chovendo pouco. E se há uma estiagem, o DNPM tinha obrigação de exigir que as empresas diminuíssem a extração”, defende.
Pois o que está acontecendo em São Paulo é o contrário. As empresas de água mineral, que já são isentas do pagamento do PIS/Cofins desde 2012, receberam um presente de Geraldo Alckmin no início do mês de fevereiro: por decreto e atendendo ao pedido da ABINAM, o governador de São Paulo colocou a água mineral na cesta básica e concedeu uma redução no ICMS de 18% para 7% sobre o galão. Quer dizer, enquanto os paulistas choram com a falta d’água, o setor comemora a seca. A expectativa é que a redução do ICMS estimule a produção e que extraiam ainda mais água mineral do exaurido solo de São Paulo.
Se na cidade do México, outra gigante populacional e enorme consumidora de água mineral, o solo está afundando 2,5 centímetros por mês devido à retirada de água dos subsolos, por que São Paulo não sofreria nenhum efeito dessa exploração toda? Será coincidência que a falta de água seja mais grave nos Estados do Sudeste, onde mais se consome água mineral engarrafada no Brasil? Tentei fazer estas perguntas à ABINAM e não fui atendida. Tampouco o DNPM respondeu a meus questionamentos. Não encontrei estudos sobre o impacto da extração de água mineral em São Paulo, mas o professor de Geociências da USP, Reginaldo Bertolo, me tranquilizou dizendo que o volume é “relativamente irrisório”. Será?
Entrevistei o hidrogeólogo José Luiz Albuquerque Filho, chefe do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a quem expus minhas dúvidas.
Socialista Morena – Como mensurar o impacto ambiental em São Paulo da retirada de toda esta água mineral?
José Luiz Albuquerque Filho – O impacto ambiental vai estar associado ao local da extração. Se o proprietário seguiu as orientações técnicas, se explorou com racionalidade, teoricamente não teria impacto. Agora, em situações clandestinas, pode haver algum tipo de impacto, sim. O problema é a dificuldade de fiscalizar. Se retiram água da beira de um riacho, por exemplo, é fácil ser pego pela fiscalização. Mas uma fonte de água mineral é possível esconder com uma facilidade imensa. 
SM – O senhor achou correto que o governador Geraldo Alckmin tenha reduzido o ICMS da água mineral, estimulando o aumento da produção, em plena seca?
JLAF – Qualquer decisão que for tomada neste momento tem que ter muito cuidado porque pode ser um tiro no pé. Talvez não precisasse ter baixado, porque o mercado está aquecido. O governador fez uma medida popular, apostando que o preço da água engarrafada irá cair. Mas será que eles vão mesmo baixar o preço?
SM – As chuvas foram suficientes para repor as reservas?
JLAF – Não. Estou muito preocupado. A chuva está passando, os mananciais estão a meia carga e há dois volumes mortos que foram utilizados no Cantareira e precisam ser repostos. E a gente não ouve falar em um plano de contingência, de emergência. Isso não vai dar certo. As pessoas com maior poder aquisitivo poderão recorrer à água mineral, aos caminhões-pipa. Mas e quem mora na periferia? Vai cavar um buraco no fundo da casa e tomar a primeira água que brotar, o que é um perigo. Mas é natural que procurem uma solução. Ninguém fica sem água.
Pelo sim, pelo não, aqui na minha casa não entra mais garrafão algum. O governo, se fosse responsável, deveria estimular os cidadãos a fazer o mesmo. E viva o filtro de barro.