quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Supervulcão americano pode destruir boa parte da humanidade antes do que pensávamos


Os sinais da catástrofe iminente podem estar ocorrendo agora, sob o solo dos Estados Unidos.
Os supervulcões podem ter erupções monstruosas, nunca presenciadas por seres humanos modernos. Seu poder de destruição é inacreditável e agora os cientistas calculam que podemos estar sob a ameaça mortal muito antes do que imaginávamos.
A notícia é particularmente ruim para os Estados Unidos, onde um supervulcão é dito como latente debaixo do Parque Nacional de Yellowstone. Se ele entrar em erupção, dois terços do país ficariam completamente inabitáveis.
Os especialistas estimavam que supervulcões entram em erupção com acúmulo de magma de milhares de anos, mas novas pesquisas demonstram que isso pode ocorrem em algumas centenas.
Supervulcões são alimentados por “piscinas” gigantescas de magma no subsolo. Geólogos calculavam que erupções de tamanha magnitude só ocorreriam entre 100.000 e 200.000 anos, onde uma dessas “piscinas” conseguiria criar pressão suficiente para provocar uma explosão.
Parque Nacional de Yellowstone. Foto: Reprodução/Internet
Mas um novo estudo sugere que os corpos gigantescos de magma podem existir algumas centenas de anos antes de explodirem. Um reservatório de magma localizado 6 quilômetros abaixo de Yellowstone vem crescendo a uma taxa recorde desde 2004.
Uma região de Yelowstone conhecida como parque Wyoming repousa em cima de uma gigantesca quantidade de rocha derretida a partir 640 km abaixo da superfície, subindo até 48 km, onde se estende no assoalho subterrâneo, ampliando sua extensão para incríveis 300 km de diâmetro.
Porções de magna podem, ocasionalmente, sofrer pressão e subir ainda mais em um local conhecido como Caldeira de Yellowstone.
Assemelhando-se com a tampa de uma panela, uma das crateras foi formada há 600.000 anos. Os cientistas acreditam que o supervulcão americano tenha entrado em erupção 3 vezes nos últimos 2 milhões de anos e estimam que isso possa ocorrer novamente em breve.
Se o supervulcão de Yellowstone entrar em erupção, a explosão será 1.000 vezes mais potente que a ocorrida em 1980 no Monte Santa Helena.
Imagem de satélite da cratera do Monte Santa Helena. Foto: Reprodução/Google Maps
Existem fortes evidências que um supervulcão tenha entrado em erupção na Indonésia há 74.000 anos, o que poderia ter matado boa parte dos humanos. Estudos apontam que um supervulcão explodiu no leste da Califórnia há 760.000 anos.
Várias linhas independentes de pesquisa indicam que esta explosão na Califórnia cobriu 50% da América do Norte com cinzas.
O cientista Dr. Guilherme Gualda, da Vanderbilt University em Nashville, EUA, disse: “Nosso estudo sugere que essas piscinas de magma não podem existir por muito tempo sem que ocorra erupção”.
O fato de que o processo de formação do corpo de magma ocorre em tempos históricos, em vez do tempo geológico, muda completamente à natureza do problema”, comentou o pesquisador ao portal britânico DailyMail.
Ele ainda salientou que regiões no planeta como Yellowstone devem ser monitoradas regularmente para fornecer alerta global de uma erupção inacreditavelmente catastrófica.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PREGADORES DOS ÚLTIMOS DIAS! 2015.





  Talvez eu vá decepcionar a muitos com o projeto simples que vou passar aqui, que esperavam que eu lhes trouxesse algo diferente, inovador, surpreendente, fantástico, uma maneira de pregar e evangelizar que pudesse “impactar” as nações! Como se esperasse por algo novo que pudesse matar a sede mais que a própria água, mas eu trago apenas água, pura, limpa, sem mistura e direto da fonte ao invés de um refrigerante.
  Desculpe se te decepcionei, mas não sou mais um desses por aí que usam de subterfúgios humanos para pregar a verdade e persuadir as pessoas. Eu sou aquele que prefere seguir as regras que foram deixadas pelo mestre: JESUS CRISTO. Então, vamos fazer da forma como o nosso Senhor e Salvador nos ensinou e apenas pregar a verdade sem misturas!

“E disse-lhes: ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Marcos 16:15

QUAIS AS PRIORIDADES DOS PREGADORES DOS ÚLTIMOS DIAS, O QUE PREGAR?

1º- Levar o Senhor Jesus Cristo às pessoas e sua graça e através disso a salvação nele por meio de arrependimento dos pecado. Incentivar as pessoas lerem a bíblia sagrada como único meio pra conhecer a vontade de DEUS em CRISTO JESUS, com o discernimento do Espírito Santo;

2º- Mostrar a todos que Jesus Cristo está muito perto de voltar e que temos pouco tempo comprovando com as profecias e seu cumprimento nos eventos atuais. Aos não convertidos: que eles se convertam e recebam a salvação, e os já convertidos: que se limpem, purifiquem, acordem e se preparem para o que está para acontecer;

3º- Combater as heresias e as falsas denominações evangélicas e seus líderes, comprovando, segundo a bíblia, todas as suas mentiras, enganos, deturpações, enganações, manipulações, para assim tirar pessoas dessas seitas e manter outras fora delas (pois como o povo poderá ser salvo se estão praticando heresias?). E ajudar os que foram prejudicados por tais falsas denominações evangélicas.


COMO LEVAR A VERDADE PARA AS PESSOAS?

  As formas de fazer as pessoas terem conhecimento dessas verdades é simples, já que não teremos oportunidade de entrar dentro das denominações evangélicas (pois somos contra quase tudo que eles praticam e pregam), devemos ir até o povo onde temos total direito de fazê-lo: nas ruas!

Nosso exemplo será o dos apóstolos que Jesus ordenou que fossem pregar a toda criatura Marcos 16:15-18:

“E Jesus disse-lhes: ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais acompanharão aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados”.

  Devemos ter acesso ao povo fora do ambiente dos cães, abordarmos as pessoas em campo neutro, e com textos completos levar as pessoas a pensarem, pois é isso que elas não fazem dentro das denominações. Precisamos fazê-las pensar, raciocinar e questionar se o que estão fazendo está de acordo com o que está escrito, se está de acordo com a palavra de DEUS.

“Amados, não deis créditos a qualquer espírito; antes, Provai os espíritos se procedem de Deus, pois muitos falsos profetas tem saído pelo mundo a fora...”  1° João 4:1

  Vou iniciar evangelizando nos coletivos como trens, ônibus e metrôs (onde eu não vou falar, só entregar o panfleto, apenas responderei a perguntas se for necessário. Já que o povo está cansado de ver crente louco gritando dentro dos coletivos), e claro, nas ruas, entregado panfletos dvd’s com estudos e filmes que falem sobre os três temas acima;

  Sem falar sobre religião, sem convidar para alguma denominação, sem cerimônias, só a graça de JESUS CRISTO, tudo com bases bíblicas;

  Incentivar as pessoas analisar tudo direto da fonte que é a bíblia, encontrar as respostas por si mesmas através do ESPÍRITO SANTO, pois é assim que deve ser feito;

 A palavra de JESUS é verdadeira: “...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O que falta nesse mundo é a verdade e é isso que devemos passar.

  Eu convido a todos que queiram fazer esse trabalho comigo, que iniciarei pela cidade de São Paulo, onde moro, mas você pode fazer o mesmo trabalho no seu estado e na sua cidade. Mas pelo amor de DEUS: não faça nada além de pregar a verdade, sem campanhas, sem dízimo, sem ofertas, sem cerimônias, votos, sacrifícios, sem lei mosaica judaica, sem religião! Somente a verdade das sagradas escrituras ensinadas por JESUS CRISTO!
  Não vou pedir dinheiro a ninguém pra fazer esse trabalho! Mas quem quiser ajudar de alguma forma poderá me enviar folhas de sulfite e dvd’s virgens para que eu possa gravar estudos e dar para as pessoas nas ruas, se bem que a melhor ajuda que qualquer pessoa daria seria sair junto comigo, ou na companhia de outras pessoas fazendo esse trabalho.

  Creio eu que não vamos resolver todos os problemas do Brasil, mas vamos ajudar algumas pessoas, vamos ser instrumentos nas mãos do SENHOR DEUS para ajudar a salvar pessoas presas em um sistema apóstata e corrupto o qual se tornou a maioria das denominações evangélicas. Embora não vamos mudar o mundo nem o futuro dessa geração poderemos ser o diferencial que muitas pessoas esperam, ser o sal e ser a luz desse mundo que a cada dia se afunda nas trevas.

  Essa é uma ótima oportunidade de deixarmos de ser evangelistas virtuais para sermos evangelistas reais, ativos, efetivos, porque pregar no facebook e lutar contra as heresias sentado numa mesa é moleza!

  Antes de tudo vou me apresentar e confessar a minha crença:

  Meu nome é André de Moraes, tenho 36 anos, moro no estado de São Paulo, na cidade de Mogi das Cruzes, casado há 13 anos com a Damiana de Moraes, pai de Catarina de Moraes. Embora não seja membro de uma denominação (o que a maioria chama de igreja) sei que sou a igreja de Jesus Cristo. Convertido desde o final de 1995 aos 16 anos. Fui membro da seita chamada “Igreja” Universal do Reino de Deus por 10 anos, onde fui obreiro, evangelista, líder de jovens e de evangelização, na qual fui expulso e ameaçado de espancamento por cinco obreiros a mando de um falso pastor por ter tentado mostrar a verdade sobre a Universal em 2005. Desse dia em diante deixei as heresias de lado e passei a ser fiel as doutrinas bíblicas.

  Creio unicamente em JESUS CRISTO como meu único e suficiente salvador, na bíblia que é a sagrada escritura de DEUS, no batismo nas águas para remissão de pecados, na Santa Ceia como Cerimônia que JESUS nos deixou para que lembrássemos de sua vinda e para termos comunhão com ele.

  Creio que as denominações são úteis para a reunião dos santos em local apropriado e sem interferência, onde podemos aprender juntos, orar juntos, nos organizar para resolver os problemas uns dos outros, aprender uns com os outros e levar as cargas uns dos outros... Pena que não é isso que se faz nas denominações humanas pelo fato da maioria delas (80%) terem se apostatado da fé em JESUS CRISTO.

  Creio que JESUS CRISTO voltará uma única vez e só depois da grande tribulação (sim, sou pós-tribulacionista, pois assim as sagradas escrituras ensinam) e que a igreja (que são os escolhidos do SENHOR DEUS, nós) vamos passar os sete anos de tribulação, perseguidos pelo anticristo, porém, livres dos juízos e ira de DEUS sobre todo o mundo.

  Creio no batismo com o Espírito Santo, nos dons dados por DEUS conforme a sua vontade, mas prefiro, sinceramente, ser instrumento para levar a salvação aos perdidos do que ter dons (mas tudo conforme a vontade de DEUS).

  E creio que, como conhecedor das verdades bíblicas, da salvação em CRISTO JESUS e na perdição dos que não ouvirem sobre essa verdade, se eu não sair e levar a salvação aos que precisam, eu não sirvo para nada, e o pior: serei cobrado pelo próprio DEUS de minha negligência da verdade e conivência com o pecado, com o erro e a mentira.

  Peço que se unam nesse ideal de levar o puro evangelho sem as heresias dessa época, levar a graça de JESUS CRISTO e a salvação do modo como o SENHOR nos ensinou.

  Fiquem todos na paz do Senhor Jesus Cristo!

André de Moraes.



PANFLETO DESTINADO À EVANGELIZAÇÃO NOS TRENS PARA SECULARES FALANDO SOBRE A NOVA ORDEM MUNDIAL:

Esse tema pode ser usado para chamar a atenção de certas pessoas, provado as profecias da volta de JESUS com acontecimentos cotidianos, isso prova para elas que as profecias são reais e estão se realizando!



ALERTA A TODAS AS PESSOAS!

  Você já ouviu falar sobre a NOVA ORDEM MUNDIAL? É um novo conjunto de regras e leis mundiais que deverão ser acatadas por todas as pessoas do mundo! Um sistema mundial com uma economia (moeda única), legislação única, religião única sendo todas as demais religiões ILEGAIS E PROIBIDAS; quebra de soberanias dos países e direitos individuais fundamentais, controle da alimentação através do CODÉX ALIMENTARIUS, e o pior de tudo: uma despopulação (morte de 80% das pessoas da terra) através de alimentos transgênicos, vacinas obrigatórias e desnecessárias (como contra a h1n1), doenças criadas em laboratórios e prisão em campos de concentração para extermínio de pessoas que não concordarem com tais leis. E tudo isso com a ordem de um GOVERNO ÚNICO GLOBAL, ou seja, um presidente para todo o planeta!

  Tudo isso parece impossível, mas já está preparado e prestes de acontecer e quem está organizando tudo isso é a ONU (Organização das Nações Unidas), e temos comprovações em documentos, documentários de jornais, telejornais, revistas, inúmeros sites e relatos de pessoas importantes do Brasil, Estados Unidos e de todo o mundo!

  Não fazemos parte de instituições financeiras, políticas e muito menos religiosas, tão pouco cobramos ou vendemos qualquer coisa nem aceitamos dinheiro para nada do que fazemos!
Nosso trabalho é levar às pessoas informações importantes para alertá-las de que tudo isso foi predito na palavra de Deus e que Jesus voltará em breve!

  Nossa intenção é alertar o povo brasileiro quanto a pior época da história da humanidade que jamais vimos ou veremos.

Página da Internet com todas as comprovações:

QUESTIONABRASILSP.BLOGSPOT.COM.BR
 (a colocação do site fica a critério de cada pessoa que for fazer o panfleto. Coloquei o meu pois é com ele que eu trabalho)


Se você conhece essas grades verdades e queira fazer parte desse nosso trabalho, entre em contato conosco. Precisamos de pessoas que estejam dispostas em mostrar a verdade para o Brasil!



Panfletos para não convertidos:

QUER SER A VERDADEIRA IGREJA DE JESUS?


Tudo bom amigo? Você sabe o que é uma igreja? Ao contrário do que as denominações evangélicas e católica ensinam, a igreja não é nada disso!
Igreja é cada pessoa que aceita JESUS CRISTO como seu único e suficiente salvador e que vive para Cristo da forma como ele nos ensinou, amando a DEUS sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, largando o pecado e vivendo em santidade pela graça para DEUS!

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” 1 Pedro 1:15.
Na igreja verdadeira de JESUS não há dízimo porque nos ajudamos uns aos outros e entre ela não há necessitados:

“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister” Atos 2:44-45.


Não há campanha nem sacrifícios para se conquistar alguma coisa de DEUS porque conseguimos tudo o que precisamos pedindo trabalhando usado aquilo que Deus já nos deu: nossa capacidade e inteligência!

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” Filipenses 4:6.

 O que ficar fora disso pedimos em nome de JESUS, e se for da vontade dele, ele nos dará. Na verdadeira igreja o pastor verdadeiro é o próprio Senhor JESUS, a quem devemos obedecer em primeiro lugar (embora reconhecemos e consideremos o cargo de pastor, temos por Pastor máximo à Cristo Jesus)

“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo” Mateus 23:8-10.


Na verdadeira igreja de JESUS não buscamos desesperadamente os bens desse mundo, embora como seres humanos precisamos deles, mas buscamos primeiro a salvação que DEUS nos oferece e o restante nos é acrescentado:
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mateus 6:33.
Na verdadeira igreja de JESUS não precisamos de templos de paredes e teto, pois nós somos ela, o santuário onde seu ESPÍRITO SANTO quer habitar!

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” Atos 17:24.
A verdadeira igreja de JESUS CRISTO não vive do dinheiro das pessoas, mas as ajuda quando elas precisam. E é dessa igreja que eu faço parte e lhe convido, juntamente comigo, fazer parte também!
Permita que eu lhe faça uma visita e lhe mostre na bíblia o que é a verdadeira igreja e lhe apresente JESUS CRISTO e sua salvação, porque era assim que os primeiros cristãos viviam. Ou venha nos fazer uma visita onde congregamos com nossos irmãos, como era de costume da igreja primitiva: em nossas casas!



Vivemos os piores tempos onde a humanidade está, mais do que nunca, mais desumana, isso tudo foi pré anunciado por Jesus há muito tempo e pelos seus servos.
Isso porque nosso verdadeiro inimigo, satanás, está fazendo de tudo para levar o máximo de pessoas para a morte e condenação eterna, e eu não quero que esse seja o seu destino.
A volta de Jesus está mais perto do que nunca, segundo as profecias se dará em menos de 50 anos (posso provar pela bíblia), mas antes desse grande Dia muitas outras coisas irão acontecer, coisas terríveis que farão os homens desmaiarem de terror. Se preparar para o que está por vir é a coisa mais sensata a fazer!
Sei que deve estar cansado de ouvir falar sobre religião e que a maioria das denominações evangélicas não são dignas de confiança, mas não venho trazer religiões vãs nem doutrinação de alguma denominação evangélica. Venho lhe trazer a verdade das escrituras: a oportunidade de arrependimento dos seus pecados, um Senhor que lhe salva e uma graça libertadora, capaz de lhe fazer limpo, puro e justificado!
Trago também a verdade de que esse mundo só irá piorar e que o caos, a injustiça, a fome, a miséria e as corrupções (de políticos e de líderes religiosos) serão mais freqüentes daqui para frente. Esteja preparado!




quinta-feira, 6 de agosto de 2015

EX-PASTOR DA UNIVERSAL REVELA: "APRENDI A EXTORQUIR O POVO"!




FONTE:  http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT93948-15223-93948-3934,00.html

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.
Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.
Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.
Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.
Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.


Como conheceu o bispo Edir Macedo
“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”


A preparação para ser pastor
“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”


Como a Universal se expande
“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”


A escala em Portugal e a promoção
“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”


As metas e o método de arrecadação
“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”
“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”


O sucesso
“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”


As gratificações
“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”


O casamento arranjado
“Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”
“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”


A vasectomia
“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”


Na casa do bispo
“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”


Os negócios da Record
“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”


As contas no exterior
“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”
“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”


A derrocada
“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”


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“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”
“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”
Gustavo Rocha fez parte da igreja por oito anos, cinco deles como pastor.


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Em Londres, Gustavo entrou para a Universal. Como tecladista, ganhou um crachá de assistente da igreja
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Gustavo casou com Jacira da Silva, que ele afirma ter sido empregada de Macedo. Ele diz que atendeu a uma ordem do bispo
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Contratado como pastor, Gustavo foi enviado para Nova York com um visto tirado pela Universal
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Como pastor, Gustavo afirma que ganhava US$ 600 brutos por mês. Ele diz que também embolsava dinheiro do dízimo
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Gustavo dirigiu três templos da Universal nos Estados Unidos. Na foto abaixo, tirada em 2002, Gustavo está em frente à igreja de Mount Vermont. Ele aparece encostado num Focus zero-quilômetro, que afirma ter recebido da igreja pelos bons resultados na arrecadação do dízimo e de doações.

Igreja Universal: Estados Unidos decide investigar Edir Macedo e mais 9 por vários crimes em território americano.

Igreja Universal: Estados Unidos decide investigar Edir Macedo e mais 9 por vários crimes em território americano, assista



Igreja Universal: Estados Unidos decide investigar Edir Macedo e mais 9 por vários crimes em território americano, assista
Os Estados Unidos decidiram abrir investigação criminal contra Edir Macedo e mais nove representantes da Igreja Universal do Reino de Deus. Eles são suspeitos de estelionato, de desvio de recursos e de lavagem de dinheiro em território americano.
A investigação vai ser comandada por promotores de Nova York, com quem autoridades brasileiras fecharam um acordo de cooperação para este caso específico. O acordo estabelece a quebra de sigilo de contas bancárias ligadas à igreja.
Os promotores americanos decidiram fazer essa investigação a pedido do Ministério Público de São Paulo, que denunciou à Justiça o fundador da Universal, Edir Macedo, e outros integrantes da igreja, por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
As investigações em Nova York serão feitas pela promotoria criminal, que funciona em um prédio, em Manhattan. O chefe da Divisão de Combate a Fraudes e a Crimes Financeiros é o promotor de Justiça Adam Kaufmann. Ele colaborou outras vezes com autoridades brasileiras.
Foi o promotor Kaufmann quem pediu, e conseguiu, que a Justiça americana decretasse a prisão do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, por desvio de dinheiro público e lavagem. E foi por meio da equipe de Kaufmann que as contas do banqueiro Daniel Dantas acabaram sendo bloqueadas.
O promotor americano também já apurou crimes envolvendo igrejas, como contou em entrevista no mês passado, quando esteve no Brasil. “Há casos de igrejas que arrecadam doações de fiéis e depois usam esse dinheiro para financiar TVs, carros, um estilo de vida pessoal que nada tem a ver com a caridade. Esse é um tipo de fraude bem conhecida e bem documentada nos Estados Unidos”, diz ele.
No caso da Igreja Universal do Reino de Deus, os americanos vão se concentrar em Edir Macedo, o fundador, e nos outros nove réus que respondem a processo no Brasil por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Os promotores vão conferir ainda as contas bancárias de cinco empresas ligadas à Universal: duas estão registradas em um prédio em São Paulo. Outra é a Rede Record de Televisão, que tem escritório também em Nova York. E as outras duas são a Investholding e a Cableinvest, elas foram abertas em paraísos fiscais, mas movimentam dinheiro nos Estados Unidos. Segundo o Ministério Público de São Paulo, elas fazem parte do esquema de desvio de doações da igreja.
A acusação sustenta que o dinheiro doado legalmente pelos fiéis da igreja é desviado para empresas brasileiras ligadas à Universal. Depois, é mandado para as contas da Investholding e da Cableinvest lá fora. Mais tarde, o dinheiro volta na forma de empréstimos para a compra de bens que nada têm a ver com a igreja e com obras sociais. De acordo com a promotoria, foi assim, escondendo a origem do dinheiro, que Edir Macedo comprou propriedades, inclusive empresas de comunicação. A conclusão é que o dinheiro da igreja serviu para enriquecimento pessoal.
O objetivo da quebra do sigilo de contas é saber exatamente de onde vêm e para onde vão os recursos que passam por bancos americanos, e juntar essas informações ao inquérito civil, ao procedimento investigatório e ao processo criminal em curso no Brasil.
A promotoria de Nova York também decidiu abrir investigação nos Estados Unidos contra Edir Macedo e outros representantes da Igreja Universal, por suspeita de estelionato, de desvio de dinheiro de entidade religiosa e de lavagem de dinheiro em território americano.
Logo no começo da apuração, 15 contas ligadas à igreja serão vasculhadas em Nova York, Miami e Jacksonville.
Na entrevista que concedeu há um mês, antes da decisão sobre essa investigação, o chefe dos promotores americanos disse que só aceita cooperar com outros países nos casos em que considera as provas consistentes. E completou: “Quando o dinheiro se move pelo mundo, há uma grande chance de que ele passe por Nova York. Os criminosos não respeitam fronteiras e buscam todos os meios para salvar o que mandaram para fora. Mas o dinheiro deixa pistas pelo caminho, e o fundamental é seguir esses rastros”.
O advogado Arthur Lavigne, que representa Edir Macedo, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e a própria igreja disse que não tem conhecimento da cooperação entre autoridades brasileiras e americanas. Ele afirmou ainda que está tranquilo diante das investigações nos Estados Unidos.