quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A humanidade, como conhecemos, pode terminar em 2045, diz chefe de engenharia do Google

Fonte:https://enigmasdouniverso.com/a-humanidade-como-conhecemos-pode-terminar-em-2045-diz-chefe-de-engenharia-do-google/
Os robôs “irão atingir a inteligência humana em 2029 e a vida, como conhecemos, irá acabar em 2045”. Essa não é a previsão de um conspiracionista ou pessimista, mas sim do chefe de engenharia do Google, Ray Kurzweil. Ele disse que o trabalho que está acontecendo no momento irá “mudar a natureza da própria humanidade.”
Já o CEO do grupo japonês Softbank, Masayoshi Son, acredita que isso deve ocorrer em 2047. E tudo por conta de todas as complexidades que involvem a inteligência artificial (IA).
No momento, a IA está limitada a assistentes de voz, como a Siri ou Alexa, que aprendem com os humanos, as “coisas que você também irá gostar” da Amazon, máquinas como o Deep Blue, que já venceu grandes mestres do xadrez, entre outros exemplos.
Só que o Teste de Turing, no qual é testada a capacidade de uma máquina em exibir comportamento inteligente equivalente ao de um ser humano ou indistinguível deste, até hoje não teve muito sucesso. Até agora…

Os tipos de Inteligência Artificial

O que nós temos no momento é conhecido como IA Limitada (em tradução literal do termo Narrow AI), que é inteligente em fazer uma única coisa ou uma seleção limitada de tarefas.
Já a IA Geral, na qual robôs e humanos são comparáveis, é esperada para mostrar avanços e progressos na próxima década.
Eles se tornarão adaptáveis e serão aptos a conseguir executar diversas tarefas, da mesma forma que humanos possuem áreas em que são melhores mas também conseguem ter êxito fora delas. Esse será o momento em que as máquinas poderão ser verdadeiramente aprovadas no Teste de Turing.
O terceiro passo, agora, é a Super Inteligência Artificial. A SIA é a coisa que os filmes possuem obsessão, onde as máquinas são mais inteligentes e fortes que os humanos. Sempre pareceu ser um sonho distante e um fruto de nossa imaginação, mas as previsões estão mais perto de se concretizarem.
As pessoas poderão fazer o upload de sua consciência em uma máquina por volta de 2029, quando elas serão tão poderosas quanto o cérebro humano, e a SIA deve surgir, segundo previsões do Google, em 2045.

Teorias pessimistas

Já existem diversas teorias sobre o que isso pode significar, sendo que algumas são mais assustadoras que as outras.
“Nós projetamos nossa própria desilusão humanista no que a vida pode ser a vida (quando a inteligência artificial atingir a maturidade)”, disse o filósofo Slavoj Zizek.
“O básico do que é o ser humano irá mudar. Mas tecnologia nunca se suporta por conta própria. É sempre uma questão de relacionamentos e parte da sociedade”, complementou o filósofo.
A sociedade, no entanto, precisará alcançar e se equiparar a tecnologia. Se não conseguir, existe um risco de que ela nos ultrapasse e torne a sociedade humana irrelevante, em um cenário mais otimista, e extinta, no pensamento mais pessimista.
Uma das teorias garante que, uma vez que conseguirmos fazer o upload de nossa consciência em uma máquina, nos tornaremos imortais e não será mais necessário ter um corpo físico.
Já outra afirma que não conseguiremos acompanhar a verdadeira inteligência artificial, então a humanidade ficará para trás enquanto que a IA infinita irá explorar a Terra e/ou o Universo sem nós.
E uma terceira, que é a mais assustadora e já abordada nos filmes e séries de ficção científica, é que uma vez que as máquinas perceberem a natureza destrutiva da humanidade, elas tentarão nos eliminar para garantir sua existência.
Tal ideia já faz nos lembrar as cenas de filmes como Blade Runner e a série O Exterminador do Futuro, verdadeiros pesadelos distópicos.
“Durante o meu tempo de vida, a singularidade (ponto em que uma função ganha valor infinito por que é incompreensivelmente grande) irá acontecer”, disse Alison Lowndes, chefe de desenvolvimento de IA da empresa Nvidia.
“Mas por que todo mundo pensa que ela será hostil? Esse é o nosso cérebro assumindo que ela é má. E por que ela deveria ser? As pessoas estão apenas assustadas com a mudança”, complementou Lowndes.
A verdade é que muitas pessoas realmente ainda possuem receio desses avanços. Carros dirigidos por contra própria, que aprendem as nuances das estradas e rodovias, ainda assustam muitas pessoas. E se trata apenas da IA Limitada.
Mas deixar um carro dirigir sozinho é uma coisa, enquanto que permitir que uma máquina pense por nós é outra.
“O ritmo de inovação e do seu impacto na população está ficando rápida. Se você olhar os carros, por exemplo, foram necessários 50 anos para conseguir colocar 50 milhões de carros nas ruas. Se você observar as últimas inovações, elas levaram apenas alguns anos – como o Facebook – para ter o mesmo impacto.”, disse Letitia Cailleteau, chefe global de IA da empresa Accenture.
“O ritmo de inovação é rápido. A IA irá inovar rapidamente, mesmo que seja difícil prever o quão rápido isso será”, complementou Letitia.
Só que mesmo com tantas previsões catastróficas, ainda existem muitas incertezas.
Steve Pinker, cientista cognitivo da Universidade de Harvard, resumiu tudo de forma mais simples. “O aumento na compreensão do cérebro ou genética evolucionária nunca seguiu nada igual (o ritmo de inovação tecnológica). Eu não vejo nenhum sinal de que alcançaremos isso”, disse.
De qualquer forma, há aqueles que pensam que a humanidade já é parte dessa ideia.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Maconha e legalização: antes de falar asneiras se informe!


23 de junho de 2017 - 16:12:58
Se você fumou maconha (ou queimou, cheirou, injetou), por favor, leia este texto.
Mas não pegue no volante, porque a erva está relacionada ao aumento do número de colisões fatais, com o dobro de chances de acontecerem. No estado do Colorado, EUA, onde a droga é liberada, os acidentes aumentaram 100% de 2007 a 2012, segundo um estudo feito pelo diretor do Instituto de Política de Drogas e professor-assistente no Departamento de Psiquiatria da Universidade da Flórida. Também em Washington, mais do que dobraram os acidentes de trânsito fatais provocados por maconheiros depois que a droga foi legalizada, saltando de 8% em 2013 para 17% em 2014. Não obstante, o limite máximo de Tetra-hidrocanabinol (THC) estabelecido para se dirigir com segurança é extremamente arbitrário e mais difícil de ser mensurado do que o definido para o álcool. Pelo menos é o que afirmam o British Medical Journal e a AAA Foundation for Traffic Safety.
O que é tetra-hidrocanabinol (THC)?THC é o principal componente ativo da maconha que tem mecanismo semelhante ao de uma substância produzida no organismo, chamada Anandamida. Ambas ativam receptores canabinóides tipo 1 (CB1) no cérebro, gerando, entre outros processos, um aumento na liberação de dopamina em algumas regiões cerebrais. Contudo, ao contrário da Anandamida, o THC leva de 5 a 8 dias para ser expelido totalmente do sangue, sendo algumas vezes mais potente. O problema, então, é que níveis elevados de dopamina alteram a atividade cerebral, levando a alucinações, delírios, acessos de ira e pânico e à diminuição da percepção de tempo e espaço, alguns dos sintomas típicos da esquizofrenia e do transtorno afetivo bipolar.
Esquizofrênicos ouvem vozes que incitam o suicídio, ficam sem expressão afetiva, têm visões horripilantes. Pessoas com transtorno bipolar alternam entre períodos intensos de depressão e euforia. E a maconha aumenta exponencialmente o risco de se desenvolver ambos os transtornos na fase que vai da adolescência aos 35 anos, segundo estudo da American Medical Association, maior organização americana de médicos e de estudantes de medicina. O estudo chama-se Cannabis Use and Earlier Onset of Psychosis. E também há outro, da mesma associação, cujo título é Neuropsychological Permormance in a Long-term Cannabis Users.
O THC vicia?Sim. Segundo alguns estudos, dentre eles o Adverse Health Effects of Marijuana Use, do New England Journal of Medicine, 9% das pessoas que experimentaram maconha apenas UMA VEZ tornaram-se dependentes, e de 25 a 50% das que fazem uso diário também.
E a maconha medicinal?A maconha tem pelo menos 400 componentes químicos, embora a grande maioria deles ainda careça de explicação científica acerca de seus efeitos no organismo. Assim, as pesquisas sobre o tema concentram-se em apenas alguns destes compostos, como é o caso do THC, já tratado acima, e do Canabidiol, ou CBD. Alguns estudos sugerem que o CBD não desencadeia efeitos psicoativos e é válido para o tratamento de inúmeras doenças como a esclerose múltipla, dores neuropáticas, câncer, epilepsia e mal de Parkinson. O importante em relação ao assunto, portanto, é entender que a maconha tem diversos componentes, sendo alguns deles psicoativos e outros não. Os primeiros, como é o caso do THC, geram dependência e acarretam graves disfunções ao sistema neurológico. Os segundos, tal qual o CBD, vêm apresentando efeitos benéficos no tratamento de patologias. Logo, pagar um traficante em troca de maconha ou utilizar os componentes psicoativos da erva é completamente diferente de procurar um médico para que ele receite um medicamento com um componente isolado, não-psicoativo, que foi testado e aprovado por organizações médicas e agências de saúde no mundo inteiro.
A liberação das drogas acaba com o tráfico e com a violência?É fácil supor que a descriminalização das drogas acabaria com a violência e com o tráfico, mas um traficante não está no ramo porque tem um apreço especial pelos entorpecentes. Traficante de verdade sequer fuma maconha. Ele planta, refina, distribui e comercializa porque isso rende lucros exorbitantes. Assim, um indivíduo que dedica sua vida a um crime hediondo – e a outros que precisa cometer para sobreviver – não deixaria de ser bandido porque recebeu autorização estatal para vender drogas. A escolha pelo tráfico é (i)moral antes de ser empreendedora e, por isso mesmo, nada garante que um traficante pediria aposentadoria da vida criminosa porque recebeu chancela do Estado.
No mais, a “droga legalizada” seria muito mais cara do que a “droga ilícita”, porque sobre ela incidiria todo o aparato legal de qualquer atividade econômica, aí incluídos direitos trabalhistas, processos, arrecadação tributária, etc. Então é óbvio que, para manter seus lucros, o traficante seguiria com sua atividade fora da burocracia que fatalmente seria criada com a legalização. Por outro lado, se o Estado monopolizasse para si o comércio, também nada faz supor que os traficantes iriam à falência, já que um bandido será sempre bandido e, portanto, escolherá outro ramo para investir na seleção quase infinita de crimes disponíveis no submundo.
Por isso é que a criminalidade também não diminuiria com a descriminalização. Pelo contrário. Aumentariam não só os crimes de outras modalidades cometidos pelos traficantes como aqueles derivados do vício das pessoas, tais quais agressões e furtos; sem contar a guerra entre os próprios traficantes, que seguiria intacta, como mostram os dados do Observatório Nacional Sobre Violência e Criminalidade do Ministério do Interior, do Uruguai: só no primeiro semestre, os assassinatos saltaram de 139, em 2013 (ano da liberação), para 154 em 2015, sendo 43% desse total oriundo do acerto de contas entre traficantes. No total para 2015, o país teve recorde histórico de homicídios, com 272 mortes
A liberação diminui o consumo?
Acreditar que a descriminalização levaria à redução do consumo é tão ingênuo e desonesto quanto supor que o número de estupros diminuiria se o estupro fosse liberado. É que esse argumento remete à (falsa) ideia de que a repressão leva os usuários a consumirem mais, muito embora a realidade venha exaustivamente demonstrando que a liberação das drogas ELEVA o consumo.
Por exemplo: em 2001, Portugal alterou a lei que criminalizava o uso de drogas, permitindo aos usuários portarem “a quantidade necessária para um consumo médio individual durante dez dias”, que seria algo próximo a 15g de cocaína ou 20g de maconha. Mas uma comparação entre os dados coletados no estudo Sinopse Estatística, do Serviço de Intervenção em Comportamentos de Vício e Dependências (SICAD) em 2001 e em 2014, demonstra o aumento substancial do consumo de drogas, especialmente de maconha e entre adultos de 24 a 35 anos, de 12,9% para 15,9%.
Também outra publicação, o Relatório Europeu Sobre Drogas, publicado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), revela que o consumo de maconha entre estudantes de 15 a 16 anos subiu de 8% em 2001 para 16% em 2016. E ambos os estudos asseveram que o uso de drogas não só em Portugal, mas em toda a Europa, segue aumentando cada vez mais, inclusive com novos tipos de substâncias surgidas recentemente no mercado.
Mas nem só no Velho Continente o consumo de drogas têm aumentado após a legalização.
No Uruguai, que em 2013 flexibilizou as leis sobre o uso dando ao Estado o controle sobre a produção, consumo e distribuição de maconha, além de permitir o auto-cultivo, o consumo de maconha aumentou consideravelmente entre 2011 e 2015 nas três métricas utilizadas pela Junta Nacional de Drogas (JND), que publicou a VI Encuesta Nacional en Hogares sobre Consumo de Drogas. Entre pessoas de 15 a 65 anos, o consumo por toda a vida passou de 20 para 23%. Nos últimos 12 meses, de 8,3 para 9,3%. E nos últimos 30 dias, de 4,9 para 6,3%. Isso tudo sem contar com os dados do Instituto Técnico Forense, que recebe as drogas apreendidas pelas operações policias. Eles demonstram que a liberação da maconha aumentou o consumo de outras substâncias psicoativas, como o ecstasy e a cocaína, baseado na quantidade cada vez maior de apreensões dessas drogas. Em 2014, foram aprendidos apenas 40 gramas de ecstasy. Um ano depois, 17 kilos. Por fim, também o Ministério da Saúde uruguaio, em parceria com a JND, apresentou novos dados sobre a apreensão de drogas sintéticas no país, demonstrando que houve um aumento de 7 vezes em relação aos anos anteriores.
A quem interessa a liberação?Para onde quer que se olhe, a questão das drogas nada tem a ver com garantias individuais ou com saúde pública. Na década de 50, Mao Tse-Tung já proibia o ópio em território nacional sob a alegação de não contaminar o próprio povo, embora tenha entupido os países vizinhos com a droga, isto é, fez dela um armamento químico de guerra. Sessenta anos mais tarde, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulga que, em 2015, morreram 52 MIL pessoas por overdose de drogas no país, uma cifra aterrorizante se considerarmos que em regiões de guerra, como a Faixa de Gaza, morrem cerca de 35 mil pessoas ao ano. Nos EUA, portanto, as drogas já são armamentos de destruição em massa, assim como eram na China maoísta, embora com uma singela diferença: a droga chinesa enfraquecia e matava os inimigos; a droga americana enfraquece e mata o próprio povo.
O lobby pela liberação das drogas é e sempre foi uma tentativa de usar a população como cobaia para projetos de engenharia social concebidos por intelectuais, burocratas e magnatas de esquerda, usando os entorpecentes como instrumentos de destruição e dominação física e psicológica. Tanto é assim que a própria Open Society Foundation, de George Soros, diz que a política de descriminalização das drogas em Portugal “é o segundo de uma série de relatórios do Programa Global de Políticas sobre Drogas” da fundação. E onde tem George Soros tem sacanagem.
Este é um artigo introdutório sobre o tema. Pretendo avançar na discussão tanto quanto seja possível.

Rafael C. Libardi é estudante do curso de medicina pela PUC-SP, pesquisador de temas relacionados a saúde, drogas, política e colaborador do site Estudos Nacionais, onde o presente artigo foi publicado originalmente.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ex-executivo do Facebook abandona tudo pra viver no mato!

Ex-executivo do Facebook prepara refúgio para sobreviver a 'apocalipse tecnológico'

BBC
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    Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia
    Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia
Antonio Garcia Martínez, de 40 anos, vivia no epicentro da revolução digital, mais precisamente no Vale do Silício, região próxima de San Francisco, nos Estados Unidos, onde estão as sedes de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Mas desde 2015 ele mudou radicalmente de vida ao chegar à conclusão que estaríamos prestes a enfrentar um "apocalipse tecnológico".
Martínez afirma que o avanço da tecnologia - em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial - mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.
"Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho. E a coisa pode ficar feia, pode haver uma revolução. É por isso que estou aqui", diz ele em entrevista à BBC ao desembarcar armado com um fuzil em uma ilha próxima a Seattle, no noroeste americano, onde está criando um refúgio para se proteger caso a previsão se confirme.
"Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está - e tem a forma de um caminhão que dispensa motorista."

Isolamento

BBC
Refúgio fica em uma pequena ilha na costa noroeste dos EUA
Martínez fez carreira no setor ao fundar uma empresa de anúncios online, que vendeu para o Twitter, e ir trabalhar no Facebook. Hoje, dedica boa parte do seu tempo a um terreno de cinco hectares no meio da floresta em Orcas, uma pequena ilha na costa do Estado de Washington, próxima da fronteira norte do país.
Por enquanto, seu refúgio não parece ser grande coisa. Há apenas uma barraca, um gerador de energia, um balde onde faz suas necessidades, além de fios e painéis solares ainda não instalados. O acesso só é possível por uma estrada de terra, usando veículos com tração nas quatro rodas.
"Ninguém conhece aqui. E dá para ir nadando ou de caiaque até o Canadá se a situação exigir", diz ele sobre os motivos que o levaram a escolher a região para montar seu abrigo, listando em seguida outras vantagens:
"Clima ideal, uma grande comunidade, produção de alimentos autossustentável, e consigo defendê-lo caso as coisas saiam dos trilhos por um tempo."

Munição, a 'moeda do novo mundo'

BBC
Martínez diz que armas serão necessárias para protegê-lo de invasores
Martínez deixa claro que será capaz de fazer isso ao atirar com uma AR-15 contra latas e garrafas de plástico que fazem as vezes de alvos improvisados à distância - e acertar todos eles.
"Há 300 milhões de armas nos Estados Unidos, uma para cada homem, mulher e criança, e a maioria delas estão nas mãos das pessoas que perderão seus empregos", afirma.
"Garanto a você que munição será a moeda corrente desse novo mundo."
Ele não é o único a prever o desaparecimento em massa de muitos postos de trabalho. O pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, acredita no mesmo.
Ele estima que 35% dos empregos no Reino Unido corram risco de desaparecer nos próximos 20 anos com a criação de robôs capazes de realizar as mesmas funções. Esse índice é ainda maior nos Estados Unidos, onde chega a 47% - e ultrapassa 50% em países em desenvolvimento.
Por isso, o americano garante que outros no Vale do Silício estão tomando as mesmas precauções.
"Eles têm suas próprias estradas, compram terrenos, têm um monte de armas, poços artesianos e tudo mais. É algo como o que tenho, talvez menos rústico, menos hippie, mas bem parecido."

Dívida

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Local no meio da floresta ainda tem poucas instalações, como esta barraca
De fato, Reid Hoffman, cofundador da rede social LinkedIn, estimou em uma entrevista à revista The New Yorker que cerca de metade dos bilionários da região têm algum tipo de "seguro contra o apocalipse".
Mas e quanto ao restante das pessoas que não têm uma fortuna para investir em refúgios assim? Martínez garante não se preocupar com isso: "A vida é curta, e nós morremos sozinhos."
Ele afirma que sua maior contribuição é divulgar sua previsão e contar sobre seus preparativos. "A única dívida que nós profissionais da tecnologia temos é essa. Poucas pessoas estão falando sobre isso e informando o público em geral", diz.
"A tecnologia vai acabar com empregos e abalar economias antes mesmo que a gente seja capaz de reagir, e deveríamos estar pensando sobre isso."
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O IMPÉRIO DE R.R. SOARES.


O IMPÉRIO DE ERRE ERRE SOARES, CUNHADINHO DE MACEDO!
Não estou nem um pouco interessado em saber se você acredita ou não no Missionário RR Soares. Também não quero saber se você é um dos colaboradores da obra de Deus e paga seu dízimo em dia. O que eu quero explorar nesse texto é o vasto conglomerado que o cunhado e ex-sócio do Bispo Edir Macedo conseguiu formar e sustentar ao longo de 40 anos evangelizando. É praticamente um Sílvio Santos neo-pentecostal. Só não tem o peão da casa própria…
O gosto e, por que não, a boa mão para fundar igrejas é antigo. Começou em 1975, com a “A Cruzada do Caminho Eterno”. RR Soares também é responsável pela fundação da Igreja Universal do Reino de Deus… isso… aquela mesma do coração e da pomba. Nessas duas instituições foi sócio do Bispo Edir Macedo e que, como eu já disse no parágrafo anterior, era seu cunhado (na verdade eles ainda tem parentesco).
(In)felizmente a relação profissional com Edir Macedo foi pras cucuias e Soares decidiu seguir…. carreira a solo. Em 1980, na cidade  de Duque de Caxias, Romildo Ribeiro Soares – seu nome completo – funda a Igreja Internacional da Graça de Deus. Isso… essa mesma que volta e meia aparece na programação da TV Bandeirantes, RedeTV! e outras emissoras. E o gosto pela televisão também vem de longe: de acordo com a Isto É Gente: “em 1977, Romildo estreou na TV Tupi no comando de um programa evangélico“.
A Igreja vai muito bem obrigado. Segundo a Wikipédia, são ao menos 900 templos espalhados pelo Brasil e aos menos 20 no exterior. E pelo jeitão da coisa, vivem lotados. Pelo menos é o que o culto transmitido pela televisão mostra, independendo canal ou dia. Não é por nada não, mas tem muita igreja por aí que não reúne aquela galera toda…
Você deve estar se perguntando de onde vem o sustento do Missionário. Se você não estava se perguntando, devia. Bem… oficialmente vem do segundo empreendimento listado nesse humilde texto: a Graça Artes Gráficas e Editora. Por ela são ao menos 22 livros publicados, com mais de 1 milhão de cópias vendidas. Detalhe: são dados de 2003 e com certeza já estão desatualizados. Nem o Paulo Coelho vende tanto. Quer dizer… o Paulo Coelho vende mais. Vai entender o gosto literário!
Well… se você tem uma Igreja e uma Editora, nada mais lógico que diversificar seu pequeno império com uma gravadora. Nesse seguimento está a Graça Music. A gravadora, pelo que eu pude contar no site oficial, tem 27 artistas e entre eles o próprio Missionário, além de nomes como Mauricea, Banda Jó42 e a gatinha Bruna Olly.
Próxima empresa? Rá… uma emissora de televisão, é claro. Para suprir essa lacuna, RR Soares criou a RIT ou, ignorando a miguelada de letras na sigla, Rede Internacional de Televisão. 24 horas de programação gospel na sua casa, começando com os cultos (os mesmos da tevê aberta). Mas é claro que a grade é mais diversificada. Na RIT você pode assistir o Telejornal Toda Hora ou mesmo o programa infantil Zig-Zag Show com a presença de Zig Zag e outros palhaços contando histórias bíblicas. Palhaços no sentido literal da palavra, que fiquei claro.
Não perca conta. Até agora falamos da Igreja Internacional da Graça de Deus, da Graça Artes Gráficas e Editora, da Graça Music e da Rede Internacional de Televisão. Você pensa que acabou? NÃO! AINDA NÃO ACABOU!
Uma coisa sempre puxa a outra e.. pimba! RR Soares também tem uma empresa de televisão por assinatura, a Nossa TV. A empresa, para surpresa dos mais céticos, conta com excelentes canais nacionais e internacionais. Conta também com canais de gosto duvidoso. Para ninguém me acusar de preconceito, vou listar alguns e vocês é que vão decidir o que é bom e o que é ruim, ok? São eles: Terra Viva, Discovery, Nuestra TV, ESPN, IIGD, TV Enlace, TNT, Animal Planet, NetGeo, Infinito…
Tomando um fôlego, não poderia deixar de mencionar que Romildo ainda contou com a Nossa Rádio FM e mantém a Graça Filmes. Som e imagem alimentando o mercado cada vez mais aquecido do mundo gospel. O missionário pensa longe. Muito mais longe do que vocês imaginam.
Mas, contudo, todavia, entretanto o que me motivou a  escrever esse texto foi a notícia que transcrevo, ipsis litteris, abaixo. Nem vou falar mais nada que é para não estragar a surpresa:
O bispo R.R. Soares anunciou início das atividades da “Faculdade do Povo”, que vai oferecer, a princípio, cursos Propaganda e Marketing, Jornalismo e Rádio e TV. O anúncio foi feito no programa “Show da Fé”, transmitido pela Rede Bandeirantes. De acordo com o Portal IMPRENSA, o MEC (Ministério da Educação) credenciou no dia 29 de janeiro uma faculdade de comunicação social com as habilitações de Jornalismo, Propaganda e Rádio e TV para a Igreja Internacional da Graça.
Ainda não se sabe, entretanto, a data oficial e a para a inauguração e onde será localizada a tal Faculdade do Povo. (FONTE)
Isso é simplesmente sensacional, independente da sua religião. Até mesmo se você for ateu. O cidadão monta um conglomerado de empresas parceiras (e que podem perfeitamente sustentar umas às outras) e por fim cria uma faculdade para alimentar intelectualmente cada uma delas. Definitivamente é um plano empresarial bastante inteligente e, de certo modo, autossustentável.
Não vou entrar no mérito de arrancar dinheiro dos fiéis através do dízimo ou ter pastores que fazem pregações que, dependendo do juiz , poderiam ser condenados por crime de extorsão ou mesmo coação. É um assunto que não me compete e, pra falar a verdade, o buraco é bem mais embaixo e muito mais complexo do que uma pessoa numa baquetinha falando e outras tantas dando o dinheiro do almoço.
O Missionário pode ou não ser um exemplo de homem religioso e idôneo. Mas ninguém pode negar que ele sabe como fazer negócio.
8 empreendimentos e 1 império. O Império de RR Soares.
Para saber mais:
Fonte: https://ideiafix.wordpress.com/2010/06/08/o-imperio-de-r-r-soares/